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Defendida expansão do programa na região

Carlos Bastos | Sumbe

O representante da União Nacional das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-Pecuárias (UNACA), no Cuanza Sul, defendeu no Sumbe a expansão em toda a região do programa de aquisição de produtos agro-pecuários, denominado PAPAGRO, com vista ao aumento da produção nacional.

Camponeses sentem menos dificuldades em comercializar os produtos com o surgimento do novo programa de aquisição de bens agrícolas
Fotografia: Kindala Manuel

David Nunes disse que o alargamento do programa criado pelo Executivo traz grandes benefícios para os agricultores da província que encontram grandes dificuldades para escoarem os seus produtos do campo para a cidade.
“Vamos continuar a trabalhar para que o programa se estenda a outras localidades da província para que os camponeses possam comercializar os seus produtos a um preço justo.
Portanto, é isto que pretendemos de modo a incentivar e aumentar a produção agrícola”, salientou o responsável.
O representante da UNACA a nível do Cuanza Sul reconheceu o aumento de membros da cooperativa na província que está a contribuir para o fortalecimento das instituições e lembrou que a única unidade do PAPAGRO que funciona na Gabela, no município do Amboim, não tem dado respostas à altura, visto que parte dos produtos agrícolas estraga-se por falta de mais empreendimento do género.
Os camponeses que beneficiaram dos créditos de campanha agrícola devem ter uma postura responsável, pois muitos não fazem o reembolso do empréstimo, prejudicando os demais.
Deste modo, o responsável da UNACA  naquela província chamaou a atenção para a necessidade dos representantes da Associação convencê-los a devolver os valores ao banco para que outros agricultores possam também receber.

Escassez de chuvas

A escassez de chuvas no litoral da província do Cuanza Sul compromete a presente campanha agrícola, situação que preocupa os produtores. David Nunes disse que as chuvas foram muito irregulares nos meses de Setembro e Outubro do ano transacto. As culturas lançadas durante a fase da campanha estão a secar. As culturas de amendoim, milho e feijão são as mais afectadas pela estiagem, colocando em risco o programa de combate à pobreza. Com a falta de chuvas, a província pode sofrer uma crise alimentar. Foi solicitado ao Governo Provincial a elaboração de um plano de contingência, com vista à criação de reservas estratégicas de mantimentos. “Creio que a ausência prolongada de chuvas no litoral vai reduzir o caudal de alguns rios, de onde os camponeses possuidores de motobombas retiravam água para a irrigação dos campos”, notou.
Boa parte dos camponeses tem dificuldades no preparo a terra para cultivo, pelo facto de usarem a prática tradicional, manual, cultivando por época um hectare e meio.

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