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Defendida melhoria das condições laborais

Victor Pedro | Sumbe

Representantes sindicais de núcleos escolares e secretários comunais do Sinprof no Sumbe, província do Cuanza Sul, foram terça-feira exortados a cumprir o regulamento que rege os estatutos da agremiação, como guia de trabalho que possibilita justificar qualquer acto, quando os direitos dos professores estiverem a ser violados.

O apelo foi feito pelo secretário provincial do Sinprof, Celestino Kalembe Lutukuta, que orientou os trabalhos do encontro, tendo elogiado a realização da primeira reunião ordinária do conselho municipal da instituição no Sumbe, que permitiu uma maior abertura e interacção dos participantes durante os debates.
Celestino Kalembe Lutukuta solicitou aos representantes sindicais de núcleos escolares e secretários comunais recém-empossados para actuarem com inteligência e não infringirem as normas que regem os estatutos e a hierarquia institucional do sector da Educação, de modo a haver exigências mútuas e equilibradas, pelo facto de haver ainda professores que, durante o cumprimento das suas funções, deixam a desejar.
O chefe da repartição da Educação do Sumbe, Fonseca Rafael António, informou aos representantes sindicais de núcleos escolares e aos secretários comunais do Sinprof que seis novas escolas, com capacidade de 12 salas de aula, estão em construção no município, o que vai permitir absorver os cerca de sete mil alunos que se encontram fora do sistema normal de ensino.
Neste ano lectivo, foram matriculados no município do Sumbe cerca de 74 mil alunos. A municipalidade conta com 69 escolas e as aulas nos vários subsistemas de ensino são asseguradas por 700 professores, insuficientes para atender à demanda, necessitando-se de pelo menos mais 241.
Fonseca Rafael António reconheceu que se trata de uma boa iniciativa, tendo em conta os objectivos comuns e os laços que se criaram, desde a criação do Sinprof até aos dias de hoje, que, referiu, permitiram granjear um espaço no seio dos órgãos de decisão do sector e da sociedade, que assenta no trabalho em prol dos direitos e deveres dos professores, estabelecendo o papel que cada um deve cumprir para o sucesso do processo de ensino e aprendizagem em Angola. Os representantes sindicais de núcleos escolares e secretários comunais do Sinprof no Sumbe que tomaram posse no último sábado, durante a sua primeira reunião ordinária do seu conselho municipal, manifestaram o desejo de continuarem a trabalhar para garantirem melhores condições laborais dos professores nos vários níveis. Os membros do Sinprof esperam mobilizar mais professores para o sindicato, para aumentar o número de filiados, assim como projectar a construção de sedes comunais para responder aos desafios que se propõem.
Actualmente, o Sinprof no Sumbe conta com cerca de mil professores filiados, mas a grande preocupação tem a ver com o cumprimento no pagamento da quota, daí os membros terem solicitado a sua contribuição com regularidade, para tornar a agremiação mais forte e capaz, na resolução dos problemas que afectam os professores.

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