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Degradação das vias atrasa o desenvolvimento

Casimiro José | Ebo

O administrador municipal do Ebo, na província do Cuanza Sul, manifestou-se preocupado com o avançado estado de degradação das vias de acesso, principal entrave para o desenvolvimento social e económico do município.

Péssimo estado das vias de acesso ao município do Ebo está a dificultar as trocas comerciais e o escoamento de bens agrícolas
Fotografia: Paulo Mulaza

Rui Feliciano Miguel disse ao Jornal de Angola que a situação se arrasta há vários anos e está a desencorajar muitos investidores que pretendiam intervir na região, que ostenta recursos naturais, solos aráveis e água que propiciam o relançamento da produção agropecuária e industrial.
“Muitos investidores manifestam a intenção de se instalarem na região e só não implementam projectos por causa das estradas que estão muito danificadas”, disse o administrador.
Acrescentou que os projectos gizados, no quadro do programa municipal integrado de desenvolvimento rural e combate à pobreza, têm sido executados à custa de muitos sacrifícios por parte dos empreiteiros, situação que, no seu entender, pode durar muito tempo pelo facto de a reparação das estradas estar a depender das estruturas centrais. “Estamos muito preocupados porque não nos parece que a situação seja solucionada em breve, como desejamos, porque a empreitada de reparação das vias de acesso está fora da alçada do Governo da província”.
Segundo o administrador, os camponeses vêem os seus produtos a deteriorar-se nos campos, porque a evacuação para os mercados de consumo está também a ser dificultada por causa do péssimo estado das estradas secundárias e terciárias.
“Temos áreas com maior índice de cultivo de produtos agrícolas, como a Chôa e comuna de Kassanje, onde os camponeses não conseguem escoar os bens, por causa da degradação das vias de acesso”, disse.
Rui Miguel considerou que a degradação das vias de acesso, aliada a outros condicionalismos, está a adiar a implementação de projectos de desenvolvimento local.
Em muitas localidades do município, acrescentou, denota-se  falta de bens de primeira necessidade, como sabão, óleo, petróleo iluminante e outros bens indispensáveis à sobrevivência das pessoas.  Outra preocupação manifestada pelo administrador do Ebo prende-se com o facto de muitas fazendas estarem ocupadas sem  real aproveitamento,
o que retira a capacidade de prover serviços e gerar empregos para os habitantes da região. “Estamos preocupados com a falta de investidores na região porque muitos jovens, na ânsia de satisfazerem as suas necessidades, vão deixando a região para outras da província e do país, à procura de oportunidades de emprego, e o município vai ficando desprovido da sua força activa”, lamentou.

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