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Ebo necessita de enfermeiros

Casimiro José | Sumbe

O hospital municipal do Ebo, província do Kwanza-Sul, necessita de 119 enfermeiros dos diversos escalões e pessoal auxiliar para garantirem a assistência médica às populações da região, anunciou o chefe de repartição de Saúde, Domingos Carlos.

 

O hospital municipal do Ebo, província do Kwanza-Sul, necessita de 119 enfermeiros dos diversos escalões e pessoal auxiliar para garantirem a assistência médica às populações da região, anunciou o chefe de repartição de Saúde, Domingos Carlos.
Informou que a região conta com 10 unidades hospitalares, entre as quais o hospital municipal, asseguradas por dois médicos pediatras de nacionalidade russa, 49 enfermeiros e 26 auxiliares administrativos, cifra que está muito aquém das necessidades.
Apontou a falta de catalogadores, vigilantes, empregadas de limpeza e motoristas, como a grande preocupação para o funcionamento regular do hospital municipal do Ebo.
Com capacidade para internar 50 pacientes, o hospital municipal do Ebo, segundo Domingos Carlos, não dispõe de equipamentos de radiologia, cujos serviços são constantemente solicitados, devido ao aumento de acidentes de viação. O recurso, acrescentou, tem sido as evacuações para o hospital regional da Gabela.
A falta de estruturas e técnicos para atendimento e testagem voluntária de VIH/SIDA e outras infecções de transmissão sexual constitui, de acordo com Domingos Carlos, outra preocupação das autoridades sanitárias do município do Ebo e apela no sentido de a região beneficiar de estruturas, equipamentos e pessoal qualificado para o efeito.
O hospital municipal do Ebo, refere o chefe de repartição de Saúde, possui três ambulâncias, das quais uma avariada.
A situação mais favorável do hospital municipal do Ebo é o abastecimento de medicamentos, que, segundo o chefe da repartição de Saúde, são recebidos regularmente, através do departamento provincial de Medicamentos Essenciais, Ministério da Saúde e aquisições internas, através de fundos próprios.
Domingos Carlos afirmou que as localidades de Kissanje, Hala-Choa e Balaia debatem-se com a falta de infra-estruturas sanitárias.
O chefe da repartição de Saúde do Ebo anunciou a reabilitação do centro médico da comuna do Conde e a construção de unidades hospitalares na comuna do Kissanje e área administrativa da Choa, através do fundo de gestão municipal de 2009, atribuído ao município.
Sem precisar valores que vão ser aplicados nas empreitadas, Domingos Carlos disse ao Jornal de Angola que está na região uma equipa técnica, composta por quadros do gabinete do plano do governo provincial e do Ministério da Administração do Território, para fazer o levantamento das necessidades com vista ao início das obras de reabilitação e construção.
As principais doenças que assolam a região são as diarreicas e respiratórias agudas, paludismo, sarna, febre tifóide, infecções urinárias e de transmissão sexual, que, durante o 3º trimestre, causaram sies óbitos.

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