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Emergências Médicas precisam de pessoal e meios

Casimiro José| Sumbe

O departamento provincial do Instituto de Emergências Médicas (INEMA) no Cuanza Sul necessita com urgência de pessoal e mais equipamentos, segundo o director da instituição.

Instituto de Emergências Médicas na província do Cuanza Sul regista dificuldades que o impedem de funcionar em pleno
Fotografia: Casimiro José| Sumbe

Moniz Pedro Ncoxi disse ao Jornal de Angola que no capítulo de recursos humanos o INEMA funciona com 26 enfermeiros, dos quais apenas seis são efectivos. Quanto aos médicos, referiu que a orgânica da instituição aponta para cinco e o INEMA conta apenas com um médico efectivo, que é o responsável da instituição, e com dois médicos em regime de contrato.
Para responder à procura, que considerou maior, em função da galopante subida dos índices de sinistralidade rodoviária e de outras causas, como doenças e calamidades naturais, Moniz Ncoxi considerou ser necessárias mais ambulâncias, com tracção às quatro rodas, para atingir localidades de difícil acesso.
“Temos três ambulâncias que pelas suas características não suportam vias degradadas e por isso são melhores outras mais potentes, que podem atingir as localidades de difícil acesso”, referiu o director do INEMA.
Outra preocupação manifestada pelo director do INEMA tem a ver com a falta de instalações próprias e dormitórios para os técnicos escalados para serviço nocturno. “Do quadro do pessoal apenas três são homens e por isso há necessidade urgente da acomodação ser mais digna, para uma prestação mais eficiente”, frisou, acrescentando que as autoridades competentes devem encarar com seriedade a situação.
A Direcção Provincial da Saúde tem prestado apoio em medicamentos, mas insuficientes devido ao volume de casos que dão entrada na instituição, disse. A manutenção das ambulâncias e o pagamento dos salários ao pessoal efectivo estão garantidos pelo órgão central, constituindo-se preocupação a remuneração ao pessoal em regime de contrato, que está com salários em atraso desde Outubro do ano transacto.
O director do INEMA no Cuanza Sul anunciou que, apesar dos constrangimentos ligados à falta de pessoal e de equipamentos, a instituição prestou, desde Outubro do ano transacto, assistência a 572 pessoas, entre acidentes de viação e doenças, que tiveram maior incidência nos municípios do Sumbe,  Libolo e Porto Amboim.
Com recurso do helicóptero que apoia a instituição na província, Moniz Ncoxe afirmou ainda que foram assistidos 42 pessoas sinistradas, nos municípios do Sumbe, Cela, Seles, Porto Amboim e Chongoroi, Ganda e Cubal na província de Benguela. O director do INEMA solicitou ao Ministério da Saúde e ao Governo Provincial no sentido de flexibilizarem o processo de ingresso de mais pessoal para fazer face às solicitações de pessoas necessitadas e transformar a instituição numa unidade orçamentada, para responder aos desafios do presente e do futuro.
“Muitas vezes as circunstâncias por que passamos obrigam-nos a redobrar esforços, mas nem sempre conseguimos responder atempadamente por falta de pessoal e meios”, disse.
Outro alerta foi no sentido de as Administrações Municipais disponibilizarem espaços, que vão servir de placas de aterragem do helicóptero, permitindo operar a qualquer altura, mediante as circunstâncias. O director do INEMA considerou como desafios imediatos a melhoria dos serviços de prestação de assistência, apostar na formação do pessoal e implantar postos fixos nas localidades que apresentam vulnerabilidade em termos de ocorrências.
O INEMA na província do Cuanza Sul entrou em pleno funcionamento em Outubro de 2013 e possui três ambulâncias, três motos ambulâncias e um helicóptero de apoio.

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