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Empresários agrícolas são formados

Casimiro José | Quibala

O soba Bento Cassinda, da aldeia Suambanda, disse ao Jornal de Angola que o projecto “Terra do Futuro” é uma fonte de geração de empregos e prestação de serviços. Reconheceu que antes da sua implantação, só existiam matas onde apenas se praticava a caça e produção do mel.

Implantado há três anos na região da Quibala numa área de milhares de hectares o proejecto Terra é um empreendimento agro-industrial
Fotografia: Casimiro José |

O soba Bento Cassinda, da aldeia Suambanda, disse ao Jornal de Angola que o projecto “Terra do Futuro” é uma fonte de geração de empregos e prestação de serviços. Reconheceu que antes da sua implantação, só existiam matas onde apenas se praticava a caça e produção do mel.
O soba fala no quadro do terceiro aniversário da criação do projecto “Terra do Futuro” e disse que a iniciativa está a mudar a vida de muitos cidadãos e o que ontem era uma mata é hoje uma fonte de rendimentos.
“Isto era uma mata e nós apenas fazíamos caça e colocávamos as colmeiaspara a produção do mel. Não sabíamos que um dia ia nascer aqui projecto com esta dimensão, mas hoje os factos falam por si”, disse.
O Soba Bento Cassinda acrescentou que “temos de agradecer aos promotores do projecto, porque para além de fornecerem serviços sociais, acima de tudo estão a criar empresas agrícolas para que no futuro tenhamos mais empregos”, reconheceu.
O soba pediu aos promotores do projecto para aumentarem as suas acções no capítulo das suas responsabilidades sociais, com a construção de escolas e postos de saúde nas aldeias que circundam o projecto, como são os casos de Suambanda, Novo Tembuenda e Muquilixe.
A implantação do projecto “Terra do Futuro” na região da Quibala é encarada pelas autoridades tradicionais e populações, como mais um passo acertado para desenvolver as comunidades rurais. Implanto em 2009 com  uma área de 22 mil hectares e financiamento do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o projecto “Terra do Futuro” é um empreendimento agro-industrial cujos frutos começam a ser visíveis.
A directora para a área de formação, acção social, extensão rural e saúde do projecto “Terra do Futuro”, Helena Coelho, disse a propósito do terceiro aniversário da sua implantação que estão a ser cumpridos os objectivos preconizados. Helena Coelho disse que a realidade actual do projecto é promissora, tendo em conta as metas alcançadas, sobretudo no capítulo da formação dos futuros empresários agrícolas.
“Estamos satisfeitos porque começamos a sentir a motivação por parte dos jovens que estão a ser formados para serem empresários. Temos de promover acções de formação que possam criar um ambiente empreendedor.
 Ensinamos matérias que vão desde o empreendedorismo, até à preservação ambiental”, disse.
A directora para a área de  formação, acção social, extenção rural e saúde do projecto “terra do futuro “, Helena Coelho, informou que a constituição das fazendas segue um ritmo acelerado, tendo adiantado que até meados de 2013, vão ser entregues mais 26 fazendas aos jovens empresários.
A produção do mel constitui um desafio para os próximos tempos. De acordo com Helena Coelho, está em estudo  a flora da região que permitiu identificar as potencialidades na produção do mel.
Anunciou que até em meados de 2013 vão estar em produção 500 colmeias.O projecto “Terra do Futuro” tem nove fazendas e 260 trabalhadores incluindo técnicos de campo expatriados.

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