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Escola Técnica Agrária de Catofe promove as actividades agrícolas

Casimiro José | Quibala

A Escola Técnica Agrária de Catofe, a17 quilómetros da sede municipal da Quibala, província do Kwanza-Sul, vai dar outro impulso à formação de quadros para o sector agrícola na região.

O funcionamento da escola constitui um marco importante para os jovens
Fotografia: Casimiro José

A Escola Técnica Agrária de Catofe, a17 quilómetros da sede municipal da Quibala, província do Kwanza-Sul, vai dar outro impulso à formação de quadros para o sector agrícola na região.
A consultora de desenvolvimento rural, Sara Amaral Vieira, salientou ontem que a escola foi desenvolvida dentro do Programa Social e Humanitário (PSH Angola/Suíça), como um projecto complementar e inovador para o ensino técnico e profissional.
“A escola tem capacidade para dar continuidade à formação e de promover a inovação” frisou. Sara Vieira referiu que o empreendimento ocupa uma área de 42 hectares, dos quais sete para a área urbanizada e 35 hectares para campos agrícolas e outras dependências da escola. As obras de construção da escola começaram em Julho de 2010 e terminaram em Junho deste ano. Tem nove áreas e o edifício escola, tem cinco salas para aulas teóricas, serviços sociais com cozinha, refeitório e lavandaria, edifícios habitacionais para professores e alunos, oficina tecnológica, vacaria, parque de máquinas, galinheiros, área de exploração e armazém.
Vocacionada para ministrar cursos de auxiliares de agricultura, pecuária e de recursos florestais, a escola tem capacidade para 200 alunos dos quais 75 pessoas no sistema de internato.
Neste primeiro ano, apenas 42 alunos, provenientes dos diversos municípios do Kwanza-Sul e da província de Luanda, estão a frequentar os cursos.
Sara Vieira informou que a escola oferece cursos equivalentes ao primeiro ciclo do ensino secundário, correspondes à 7ª, 8ª e 9ª classes, com a duração de três anos.
 Sara Vieira considerou o funcionamento da escola como um marco importante para os jovens da Quibala e do país. Os projectos em curso têm o apoio da Escola Agrária de Coimbra.  Sara Amaral Vieira garantiu que as condições de acolhimento são excelentes, uma vez que a escola tem cinco casas com capacidade para 15 alunos cada, oito moradias para albergar os professores, a par de 12 quartos individuais para os funcionários.
Quanto ao financiamento do projecto, Sara Vieira anunciou que foram gastos 11,893 milhões de dólares, disponibilizados pelo Executivo e o governo da Suíça.
A Escola Técnica Agrária de Catofe vem suprir uma lacuna em termos de sequência da formação académica e técnicoprofissional, uma vez que a província, que conta com institutos agrários de nível médio e superior, não dispunha de uma instituição de nível básico.
O administrador municipal da Quibala, Manuel Francisco José Fernando, afirmou que a implantação da Escola Técnica Agrária de Catofe tem um grande valor para as populações locais, na medida em que a formação técnica vai fortalecer o sector agro-pecuário da região. A representante do SINFIC-SA garantiu aoa Jornal de Angola que a criação de acolhimento são excelente, já que existem no instituto cinco moradias do tipo T2 para acolher os director e professores e 12 quartos individuais para os funcionários e estudantes. “A questão da acomodação está assegurada”.

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