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Escola Técnica de Saúde vai dispor de novos cursos

A Escola de Formação de Técnicos de Saúde do Sumbe, na província do Cuanza Sul, vai a partir do próximo ano lectivo criar cursos de Farmácia e de Estomatologia, anunciou ontem o director geral daquela instituição de ensino.

Obras da escola estão em bom ritmo
Fotografia: Víctor Pedro | Sumbe

Crisóstomo Firmino avançou que, para materialização deste projecto,  a escola, que forma apenas técnicos básicos do sector nas áreas de análises clínicas e enfermagem, está a beneficiar de reabilitação com o objectivo de aumentar o número de salas de aula de oito para 12.
O director revelou que, depois da reabilitação, o estabelecimento de ensino vai passar a designar-se Escola Média Técnica de Saúde, onde os auxiliares sanitários vão fazer formação durante dois anos e adquirir a categoria de técnicos médios de saúde.
Crisóstomo Firmino salientou que o projecto visa colmatar o défice de quadros nas diversas unidades hospitalares da província do Cuanza Sul.
Os trabalhos da obra iniciaram no princípio do mês de Fevereiro deste ano, no quadro do Programa de Investimento Público (PIP) da província, cujos custos não foram revelados. A empreitada tem fim previsto para o mês de Dezembro.
O responsável salientou que a instituição, fundada em 1976, já lançou para o mercado de trabalho um universo de 4.700 técnicos básicos de saúde, tendo conseguido criar um núcleo no município da Cela (Waco Cungo). A Escola de Formação Técnica de Saúde, com os cursos de análises clínicas, enfermagem e promoção de auxiliares à técnicos médios, tem 2.146 alunos, com aulas asseguradas por 27 professores e 14 funcionários administrativos.
Crisóstomo Firmino sublinhou que os desafios que a instituição tem para os próximos tempos estão bem definidos e circunscrevem-se na formação de quadros de saúde com qualidades técnicas aceitáveis a nível da província e do país.
Para isso, os formandos devem ter gosto, vocação e amor ao próximo como premissas de entrada, para que futuramente exerçam com abnegação a função ali onde forem colocados.
O responsável explicou que a maioria dos formandos que terminar os cursos nos próximos dois anos tem vantagens, uma vez que os quadros com função de auxiliares e que frequentam a escola técnica vão passar para técnicos médios de saúde.
A carência de quadros de especialidade é uma das maiores preocupações, mas afirmou que a colaboração de professores estrangeiros na província pode acautelar esta situação.

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