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Está na forja fábrica de transformação de alimentos

Manuel Tomás| Sumbe

O sector da Indústria na província do Kwanza-Sul pretende instalar este ano indústrias de transformação de produtos perecíveis, horto-frutícolas e outros, produzidos em grande escala nos municípios do interior da região e que, devido à falta de meios de escoamento para os principais mercados, acabam por se deteriorar.

 

Kwanza-Sul tem imensas potencialidades para o desenvolvimento da indústria e oferece inúmeras oportunidades de negócios
Fotografia: Jornal de Angola

O sector da Indústria na província do Kwanza-Sul pretende instalar este ano indústrias de transformação de produtos perecíveis, horto-frutícolas e outros, produzidos em grande escala nos municípios do interior da região e que, devido à falta de meios de escoamento para os principais mercados, acabam por se deteriorar.
O director provincial da Indústria, Geologia e Minas, Pedro Firmino, adiantou ao Jornal de Angola que uma das apostas para o corrente ano prende-se com a formação metodológica dos industriais locais e com o apoio aos empresários do ramo interessados em investir nesta área, mas que não têm os recursos financeiros necessários.
Pedro Firmino sublinhou que constam das perspectivas do sector continuar a apoiar a iniciativa privada na instalação de mais unidades industriais, superação profissional, prossecução da actividade de fiscalização mineral, troca de experiência com as demais províncias no que tange à actividade mineralógica-industrial e o acompanhamento das unidades instaladas.  “A província do Kwanza-Sul tem imensas potencialidades para o desenvolvimento da indústria, por se situar numa região onde predomina um clima diversificado e que oferece inúmeras oportunidades de negócio na área da agricultura, com possibilidades de criação de indústrias no ramo das madeiras”, acentuou o responsável da Indústria.Este ano o sector vai empenhar-se no melhoramento da indústria de água mineral e medicinal, lapidação de pedras semipreciosas, transformação da soja, do dendém para o óleo-de-palma, concentrado de tomate, banana e ananás, fabrico de álcool a partir do ananás e laranja e outras actividades ligadas ao ramo. O responsável adiantou que estão instaladas na província 205 empresas industriais. No ano passado, constituíram-se outras 15, localizadas nos municípios do Sumbe, Amboim, Ebo e Kibala, das quais dez pertencem ao ramo da indústria panificadora.
Pedro Firmino sublinhou que o parque industrial da província contará igualmente com uma fábrica de cimento que está a ser erguida no Cuacra (Sumbe), cujos trabalhos decorrem a bom ritmo, e uma outra vocacionada para a produção de água de mesa localizada na área da Gonga, em Porto Amboim.
 
Exploração de inertes
 
O director provincial da Indústria, Geologia e Minas explicou que a indústria extractiva é desenvolvida por 47 empresas licenciadas, sendo 18 unidades de exploração mineira, enquanto outras 17 se ocupam dos materiais de construção, designadamente gesso, calcário, granito, areia, burgal e demais inertes.
O governo provincial agendou um encontro com os proprietários das empresas inoperantes para apurar as causas da paralisação e quais as possibilidades de as actividades serem retomadas.
Maioritariamente encontram-se concentradas nos municípios do Mussende, Conda, Libolo, Seles, Sumbe e Porto Amboim.
Está na região uma única empresa de exploração de quartzo, no município da Conda, a cargo da Coreangola, que teve uma produção anual estimada em 18.150 metros cúbicos do referido minério.

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