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Estado da rede viária condiciona o desenvolvimento

Manuel Tomás | Sumbe

O mau estado das vias que ligaM a localidade do Eval  Guerra à sede da comuna do Gungo, município do Sumbe, num percurso de 80 quilómetros, está a dificultar o desenvolvimento social e económico da comuna.

No âmbito do programa do Executivo dos cuidados primários de saúde as regiões do Atuma e Chieke passaram a dispor de novo centro
Fotografia: Fernando Camilo | Kwanza-Sul

O administrador do Gungo, Matias Joaquim, caracterizou o quadro de “extrema preocupação”, na medida em que as actividades económicas não são exercidas devido ao mau estado em que se encontram as vias rodoviárias.
Apesar das dificuldades, nos últimos tempos a comuna tem registado sinais de progresso, devido às infra-estruturas lançadas ou que estão a ser erguidas, como escolas, postos de saúde, residências para professores e enfermeiros.
Os equipamentos construídos melhoraram a vida das comunidades. Os projectos de impacto social enquadram-se no Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza.
O administrador comunal considerou importante a reparação das vias rodoviárias, para permitir a livre circulação de pessoas e bens, dado que a região tem terras férteis para a prática da actividade agrícola. Os camponeses produzem banana, milho, mandioca e óleo de palma com abundância.

Terra fértil para agricultura

Além da agricultura, a população dedica-se igualmente à criação de caprinos, suínos e aves.
Dado o estado em que se encontram as vias os camponeses optaram por fazer o transporte dos produtos das colheitas em canoas, fazendo a travessia do rio Cubal e descarregam na ponte do Quicombo, para posteriormente serem encaminhados aos principais mercados da província.
A comuna do Gungo dispões de oito postos de saúde, distribuídos pelas aldeias. Um centro médico foi instalado na sede da comuna e na zona do Eval Guerra.
O administrador comunal informou que no âmbito do programa do Executivo dos cuidados primários de saúde e de combate à pobreza, as populações da Atuma e Chieke, passaram a dispor de um novo posto de saúde cada, com um consultório, uma sala de partos, farmácia e residência para enfermeiros. Na comuna estão em funcionamento oito postos e os serviços médicos são assegurados por 15 enfermeiros, 13 agentes sanitários, sete auxiliares de limpeza e funcionários administrativos.
 Para preencher o quadro, são necessários mais dez médicos especialistas. Também é necessária uma ambulância para a transferência de doentes graves. Matias Joaquim informou que os serviços na comuna têm realizado, com regularidade, campanhas de vacinação e de esclarecimento sobre higiene, doenças sexualmente transmissíveis. Também aconselham as populações a fazerem latrinas para evitarem doenças.

Falta de professores


O administrador do Gungo, Matias Joaquim, reconheceu os avanços no sector da Educação, com a construção e reabilitação de escolas, inserção de mais crianças no sistema do ensino e formação dos professores, para prestarem um serviço com mais qualidade. A região tem dez escolas do ensino primário, entre definitivas e provisórias, que perfazem 56 salas. As aulas são asseguradas por 80 professores, número insuficiente para dar resposta às necessidades. São necessários mais 30 docentes.
No presente ano lectivo, foram matriculados 2.505 alunos mas 1.550 crianças ficaram fora do sistema normal de ensino, número que no próximo ano vai diminuir porque estão em construção novas escolas.

Problemas da comuna

O administrador comunal do Gungo lamenta a falta de energia eléctrica na sede, situação que tem provocado transtornos na conservação dos produtos perecíveis e outros serviços que dependem da energia.
A sede da comuna temum grupo gerador que a fornece energia eléctrica das 18h00 à meia-noite, mas a compra de combustível e lubrificantes é muito onerosa.
Matias Joaquim explicou que o fornecimento da água potável às comunidades, através do sistema de gravidade, está temporariamente inoperante, devido à falta de chuva.
“A água não jorra nos chafarizes, o que tem levado a população a encontrar outras formas de se abastecer, até que a situação volte à normalidade”, esclareceu.
Com uma população 35 mil habitantes, a comuna do Gungo, com Ngangula e Quicombo, pertence ao município do Sumbe e fica localizado a 120 quilómetros da capital provincial. Tem como principal actividade a agricultura de subsistência.

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