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Estiagem afecta a produção e provoca perda de colheitas

Manuel Tomás | Sumbe

Camponeses do Kwanza-Sul estão preocupados com a estiagem na região, que está a afectar a produção agro-pecuária.

 

Situação preocupa os camponeses que tiveram acesso ao crédito de campanha agrícola
Fotografia: Fernando Camilo |

Camponeses do Kwanza-Sul estão preocupados com a estiagem na região, que está a afectar a produção agro-pecuária.
A situação é mais grave no litoral e na zona intermédia, mas no interior, embora tenha chovido nos últimos dias, não é o suficiente para que se atinjam os resultados previstos para a campanha agrícola de 2012.
Nesta situação estão os agricultores de 194 cooperativas agro-pecuárias e 419 grupos solidários, enquadrados na  UNACA- Federação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agropecuárias, que na presente época agrícola receberam imputs agrícolas avaliados em mais de 1,46 mil milhões de kwanzas.
O presidente executivo da UNACA no Kwanza-Sul, David Nunes, disse que o crédito agrícola de campanha foi cedido pelo Banco de Poupança e Crédito, Sol, BCI e o BAI-Micro-finanças.
O responsável da UNACA disse que, com estiagem que se verificou na primeira e segunda épocas agrícolas, perdeu-se a possibilidade de se alcançar as colheitas anteriormente planificadas. />A estiagem afectou todos os produtos, frisou o responsável, acrescentando que, apesar da chuva que se faz sentir em determinados municípios, é difícil recuperar as sementeiras já realizadas, porque o sistema de cultivo que se pratica nesta região tem épocas específicas, mesmo com recurso ao sistema de regadio.
“Na região, há culturas que se fazem uma vez por ano e ainda que a chuva caia com grande intensidade durante este período não será útil para a produção de um produto de sequeiro como o milho. Estas chuvas não vão completar o ciclo vegetativo de que a planta carece”, disse.
O presidente executivo da UNACA disse que a situação preocupa os camponeses que tiveram acesso ao crédito, o que tem levado aquela federação a sensibilizar os seus associados a manter a calma enquanto se criam mecanismos de negociação com os bancos.
A negociação que se pretende com os bancos comerciais não é no sentido de o beneficiário ficar livre do reembolso do valor recebido, mas sim a dilatação do tempo de pagamento.

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