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Estiagem afecta produção agrícola

Manuel Tomás| Sumbe

Responsáveis do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas do Kwanza-Sul preocupados com o prolongado período de estiagem que se regista em quase todo o país, discutiram formas de enfrentar a situação.

Equipa técnica do Instituto de Desenvolvimento Agrário esteve no município de Porto Amboim onde a população se dedica à pecuária
Fotografia: Victor Pedro

Responsáveis do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas do Kwanza-Sul preocupados com o prolongado período de estiagem que se regista em quase todo o país, discutiram formas de enfrentar a situação.
A falta de chuvas está a criar dificuldades aos camponeses, uma vez que grande parte das culturas, com maior incidência para o milho, está a ser destruída.
Os responsáveis do sector referiram que a par dos produtos agrícolas, a estiagem está a provocar também a transferência do gado para outras zonas, em busca de pasto e do precioso líquido.
Uma equipa técnica do Instituto do Desenvolvimento Agrário (IDA) trabalhou durante três dias nos municípios do Sumbe, Amboim, Ebo e Porto Amboim, onde constatou elevadas perdas de culturas de milho, feijão, bananeiras, batata-doce, hortícolas entre outros produtos.
O chefe de secção de mercados e preços da direcção nacional do IDA, Bonifácio da Costa Francisco, considerou a situação crítica, porquanto a estiagem incidiu mais sobre o milho, cuja produção está num nível baixo.
Bonifácio da Costa Francisco disse que o Ministério de tutela prevê distribuir sementes para recuperar a produção perdida, visto que o trabalho dos camponeses depende fundamentalmente das chuvas regulares.
O responsável disse que, face à situação de estiagem, os agricultores das zonas onde predomina a produção de tubérculos estão a intensificar a cultura de mandioca por ser resistente à seca.
A equipa técnica do IDA esteve no município de Porto Amboim, onde, além da pesca e agricultura, a população dedica-se à pecuária. Segundo o engenheiro agrónomo Bonifácio da Costa Francisco o sector enfrenta uma crise devido a escassez de chuva.
Para encontrar pasto, os animais têm de percorrer longas distâncias, como acontece na comuna de Gangula. Como alternativa, os criadores transferiram os animais para a margem direita do rio Cuvo, cujo caudal baixou significativamente.

Organização dos mercados

O chefe de secção de mercados e preços da direcção nacional do Instituto Desenvolvimento Agrário Bonifácio da Costa Francisco, visitou os mercados dos municípios  Conde, Ebo, Gabela e Cachoeiras do Binga, tendo  sido considerado  positivas as condições de higiene e a forma como estão expostos quantidades de produtos alimentares.
O responsável disse que os preços continuam estáveis, com excepção do milho, e apelou aos camponeses a enveredarem pelo cultivo de outras variedades de produtos para o próprio sustento.
Bonifácio  Francisco aconselhou os pequenos agricultores, que tiveram acesso ao crédito agrícola e que estão confrontados com a estiagem, a negociar com os bancos a prolongarem com os prazos.

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