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Estruturas comunitárias nas aldeias mobilizam populações para as aulas

Casimiro José | Sumbe

Uma organização comunitária para o asseguramento e motivação das comunidades inseridas no processo de alfabetização, nas aldeias de Ponte Santo, município do Seles e de Condé e Calupita, no Ebo, foi criada pela Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA).

Aumenta o interesse em saber ler e escrever
Fotografia: Jornal de Angola

Uma organização comunitária para o asseguramento e motivação das comunidades inseridas no processo de alfabetização, nas aldeias de Ponte Santo, município do Seles e de Condé e Calupita, no Ebo, foi criada pela Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA).   
A acção está enquadrada na execução do projecto de promoção de alfabetização feminina em Angola e Moçambique, financiado pela União Europeia.
A organização integra autoridades tradicionais, entidades religiosas, directores de escolas, representantes de comissões de pais e encarregados de educação, líderes comunitários e supervisores locais, com uma composição de oito a dez pessoas por aldeia.
A organização tem a missão de auxiliar a gestão e sustentabilidade dos círculos de alfabetização, sensibilizar as comunidades para aderirem ao processo de alfabetização, sobretudo de mulheres, destacar o processo de alfabetização no desenvolvimento das comunidades, identificar as causas de desistências e auxiliar na solução das questões que afectam os círculos de alfabetização.
Vai cuidar da adequação do processo de alfabetização ao contexto local, seguir o desempenho dos facilitadores ou alfabetizadores e dos supervisores, analisar as mudanças que os círculos de alfabetização provocam nas comunidades onde estão inseridas. Os integrantes da organização foram informados sobre o cronograma e tempo de execução do projecto que também aborda temas sobre as habilidades de leitura, escrita e género. A coordenadora nacional do projecto em Angola, Arlete Chicomo Lucas, considerou importante a constituição das organizações comunitárias nos bairros, já que vai permitir   suprir as lacunas que se faziam sentir em termos de acompanhamento mais pormenorizado no processo de alfabetização.
 “Com a criação das organizações comunitários estamos a dar passos seguros, porque vamos todos dirigirr as sinergias para o mesmo objectivo”, disse a coordenadora.
 O soba da aldeia da Ponte Santo, Filipe Tadeu, ficou satisfeito com o surgimento da organização: “estou satisfeito porque a partir de hoje contamos com uma organização que nos vai ajudar na mobilização das pessoas afim de aderirem á alfabetização, porque quem está alfabetizado compreende rapidamente as decisões das autoridades”, frisou.

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