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Exigência é maior com jornalistas mulheres

Casimiro José | Sumbe

O papel das mulheres na comunicação social e a sua influência na construção da cidadania foi debatido no Sumbe durante o primeiro encontro regional de mulheres jornalistas das províncias do Kwanza-Sul, Benguela, Huambo e Luanda.

Jornalistas de diferentes ógãos reafirmaram no encontro realizado na província do Kwanza-Sul o empenho em contribuir para o esclarecimento da sociedade sobre vários problemas
Fotografia: Casimiro José | Uíge

O encontro, promovido pelo Núcleo do Kwanza-Sul da Associação das Mulheres Jornalistas de Angola (AMUJA), com o apoio do Governo Provincial, teve como objectivo criar um espaço de debate sobre os desafios da mulher jornalista, para o equilíbrio de género. Durante o encontro, a jornalista Paula Simons afirmou que o profissional da comunicação social deve desempenhar um papel relevante na educação da sociedade, através da informação responsável, plural e isenta. “A conjuntura actual da sociedade requer uma actuação consistente dos vários actores sociais, tendo o jornalista um papel relevante na educação da sociedade, através da informação responsável, plural e isenta”, referiu a prelectora.
A deputada do MPLA disse que, para haver equilíbrio de género na profissão jornalística, as mulheres têm de se dedicar muito mais, aliando a formação académica à técnico-profissional, para que ao lado dos homens consigam revelar-se com a competência requerida.
A vice-governadora do Kwanza-Sul para o sector político e social, Maria de Lourdes Veiga, considerou que a mulher jornalista deve acompanhar as mutações da sociedade angolana, o que passa pela tomada de consciência e profissionalismo, como fundamentos necessários para assegurar o Estado democrático e de direito. “As mulheres jornalistas do país, embora longe de atingirem cifras desejadas iguais às dos homens, devem dedicar-se mais no exercício da profissão, porque a maioria da população angolana é constituída por mulheres”, afirmou a vice-governador.
Maria de Lourdes Veiga disse  que o papel da mulher é múltiplo, desde a geração de vidas até às nobres tarefas de educação das famílias e da sociedade. Maria de Lourdes Veiga salientou que a Lei Contra a Violência Doméstica, sendo um instrumento poderoso para a pacificação dos lares e da sociedade, deve ser amplamente divulgada pelos jornalistas de diferentes órgãos.
A vice-governadora lembrou que a reconstrução do país não se resume à criação de bens materiais, mas também ao direito de informar e ser informado. A presidente do Núcleo da Associação das Mulheres Jornalistas no Kwanza-Sul,  a jornalista Julieta Domingos, considerou que o encontro regional que congregou as províncias do Kwanza-Sul, Benguela, Huambo e Luanda serviu também para a partilha de experiências.
Numa mensagem endereçada aos participantes ao encontro regional, Julieta Domingos reforçou a ideia da necessidade de haver maior incentivo para que as mulheres ingressem na classe jornalística, para o equilíbrio com os homens.
“Temos consciência que nós mulheres jornalistas temos de caminhar depressa e mostrarmos às outras mulheres quanto é gratificante exercer a profissão de jornalista, porque nas estatísticas actuais do nosso país a maior parte da população é constituída por mulheres”, enfatizou.

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