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Exploradores ilegais multados na Quibala

Casimiro José| Kibala

A representação do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no município da Quibala, Kwanza-Sul, vai sancionar, com multas equivalentes a seis mil dólares, os cidadãos que continuarem a explorar ilegalmente os recursos florestais.

Chefe da fiscalização Domingos João
Fotografia: Casimiro José

A representação do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no município da Quibala, Kwanza-Sul, vai sancionar, com multas equivalentes a seis mil dólares, os cidadãos que continuarem a explorar ilegalmente os recursos florestais. O chefe de fiscalização municipal do IDF, Domingos João, disse ontem que a instituição pretende, com esta medida, desincentivar a prática. Entre as grandes preocupações, destaca-se a exploração anárquica de carvão vegetal e a caça furtiva na região. Domingos João sustentou que a procura do lucro fácil e o índice de pobreza são factores que concorrem para a queima de carvão e caça furtiva.
A nível do município estão a exercer a actividade, de forma legal, apenas seis concessionários, que é um número insignificante, dada a extensão do município.
Outra questão que inquieta o chefe de secção de fiscalização do IDF tem a ver com o facto de a instituição contar apenas com dois fiscais, quando necessita de 12. Domingos João apelou ao fim das queimadas, uma vez que estas são responsáveis pela deterioração dos solos, prejudicando igualmente a agricultura, que é fonte de rendimento e de sobrevivência das famílias camponesas.
A nível da Quibala, as infracções ocorrem, com maior incidência, nas comunas de Cariango e do Lonhe, onde se regista a caça em grande escala de animais, principalmente de cabras do mato, veados e lebres.

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