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Falta de matérias-primas paralisa centro ortopédico

Casimiro José| Gabela

O Centro Ortopédico do Amboim, na cidade da Gabela, Kwanza-Sul, está paralisado há cerca de três anos por falta de matérias-primas, disse ontem, ao Jornal de Angola, o conselheiro técnico do referido centro.

Claude Alain conselheiro do centro
Fotografia: Casimiro José

O Centro Ortopédico do Amboim, na cidade da Gabela, Kwanza-Sul, está paralisado há cerca de três anos por falta de matérias-primas, disse ontem, ao Jornal de Angola, o conselheiro técnico do referido centro.
Claude Alain Amiet esclareceu que a paralisação do centro tem causado sérios transtornos, sobretudo às pessoas portadoras de deficiência, referindo que diariamente “nos confrontamos com gente que pretende reparar ou adquirir próteses, mas não temos como dar resposta a estes casos por falta de material”.   No quadro do programa geral de desmobilização e reintegração, salientou, as matérias-primas eram importadas e a manutenção do equipamento era regular.
Inconformado com a actual situação, defende que o Ministério da Saúde reformule os contratos com os países fornecedores de matérias-primas, para garantir o funcionamento pleno, não só do da Gabela, como de outros espalhados pelo país.
Claude Amiet esclareceu que caso o quadro se arrastar por mais anos, os deficientes físicos, sobretudo aqueles que conseguem caminhar através das próteses, vão enfrentar grandes problemas o que, na sua opinião, não pode acontecer. 
“Não temos um horizonte temporal para adquirirmos próteses e não sabemos como devolver a esperança aos nossos assistidos”, lamentou o responsável.
Instalado nas imediações do hospital regional do Amboim, o Centro Ortopédico foi criado no quadro do Programa Geral de Desmobilização e Reintegração (PGDR), com o objectivo de reabilitar os ex-militares. A sua construção contou com o apoio financeiro da GTZ do governo Alemão e do Executivo angolano, tendo sido inaugurado em Abril de 2005 e a produção de próteses iniciada em Agosto do mesmo ano, com uma capacidade instalada de 15 próteses por mês. Com o fim da vigência do PGDR, em Dezembro de 2008, a sua tutela passou para o Ministério da Saúde, em 2009.

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