Províncias

Falta de operadora de telemóvel impede as comunicações

Casimiro José | Cassongue

A falta de uma operadora de telemóvel na comuna da Pambangala, município de Cassongue, Kwanza-Sul, está a preocupar as autoridades administrativas e empresários que operam na região, sobretudo para as transacções comerciais.

As comunicações estão inviabilizadas pela ausência de uma empresa de telefonia móvel
Fotografia: Jornal de Angola

A falta de uma operadora de telemóvel na comuna da Pambangala, município de Cassongue, Kwanza-Sul, está a preocupar as autoridades administrativas e empresários que operam na região, sobretudo para as transacções comerciais.
A situação impede os contactos entre os produtores da região e os mercados de consumo, ao mesmo tempo que ofusca as potencialidades agropecuárias da região.
O administrador comunal da Pambangala, Estêvão Lungala, disse ao Jornal de Angola que foram feitas solicitações às operadoras movicel e unitel para atenderem à preocupação, mas não se vislumbram soluções para breve.
“Estamos muito preocupados com a falta de comunicação na nossa comuna, que é um potencial em produtos agropecuários.
Hoje o mercado é regulado pela procura e pela oferta e as comunicações desempenham um papel importante para a identificação de potenciais compradores ou investidores”, disse.

Escoamento de produto
 
Outra contrariedade apontada pelo administrador comunal da Pambangala tem a ver com a degradação das vias secundárias e terciárias, devido ao escoamento dos produtos do campo para as cidades.
O responsável explicou que a reparação das vias estão fora das competências da administração comunal por envolver recursos financeiros avultados, mas adiantou que para evitar o pior se vão fazendo trabalhos paliativos.A comuna da Pambangala não tem instalado sistema de água canalizada nem rede eléctrica.Estêvão Lungala pediu aos empresários que invistam na região para criarem emprego e serviços, com vista ao desenvolvimento social e económico da comuna.“Estamos preocupados com a falta de investidores na região, porque muitos jovens, na ânsia de satisfazerem as suas necessidades, vão-se embora para a sede do município ou para outras localidades da província à procura do emprego. E a comuna vai ficando despovoada da sua força activa”, disse.
 
 Terras férteis

 
A comuna é potencialmente agropecuária, possui terras férteis para o cultivo de culturas como o milho, feijão, jinguba, mandioca, banana, entre outros. Os camponeses e os pescadores estão agrupados em associações. Os homens das enxadas queixam-se de falta de sementes e instrumentos de trabalho, como enxadas, catanas e charruas.
A comuna possui cinco mil cabeças de gado bovino, 6.800 caprinos, 1.200 suínos e 15 mil bicos de capoeira.A fazenda Vrelo é a única ligada ao sector empresarial privado, e constituiu um pólo de desenvolvimento da região, dedicando-se ao cultivo de feijão. Na presente época agrícola teve uma safra de 90 toneladas de feijão.

Tempo

Multimédia