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Falta de transporte atrapalha escoamento

Casimiro José | Waco Kungo

Os membros da Associação dos Antigos Combatentes das ex-FAPLA (ASCOFA), no município da Cela, província do Cuanza Sul, estão preocupados com a falta de escoamento dos seus produtos para os mercados de consumo, devido à falta de meios de transporte e saturação dos mesmos.

Estão em curso na região vários projectos agrícolas para melhorar o nível de vida dos antigos militares
Fotografia: Kindala Manuel

O responsável da ASCOFA no município da Cela, António Graça, disse ao Jornal de Angola que existem 12 associações que integram 805 associados, que se dedicam ao cultivo de milho, feijão, hortícolas e tubérculos, mas a produção estraga-se nos campos, causando enormes prejuízos.
“Temos força suficiente para trabalhar no campo, porque trocamos as armas por instrumentos de trabalho, mas a falta de políticas que protejam a produção nacional está a desmotivar-nos. Produzimos com muita força, mas os resultados são desoladores e já não sabemos o que fazer”, lamentou.
O major António Graça defendeu a necessidade de o Executivo adoptar mecanismos que criem instituições que se encarreguem do apoio às associações dos ex-militares, que devem absorver os produtos alimentares produzidos e encaminhá-los para as unidades sanitárias, esquadras da Polícia e quartéis das FAA. “Estamos a produzir para nos libertarmos da fome e da pobreza e não é gratificante quando a nossa produção apodrece nos campos, por falta de mercado”, frisou.
Quanto ao processo de lavoura, reconheceu o apoio que tem sido prestado pela Mecanagro na preparação de terras para o cultivo, e do Instituto de Desenvolvimento Agrícola (IDA), com sementes de cereais e de hortícolas.
“Temos sido apoiados pela Mecanagro e pelo IDA, mas era bom que também nos facilitassem a comercialização dos nossos produtos, que produzimos com muito sacrifício”, salientou. Outra dificuldade apontada tem a ver com a falta de instalações próprias e de meios de transporte. As preocupações, garantiu, são já do conhecimento da Administração do município.
António Graça apontou como desafios para os próximos tempos a dinamização das associações já criadas, formalização e constituição de cooperativas, para criar uma entidade colectiva que responda aos anseios dos ex-FAPLA na província do Cuanza Sul e arredores.

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