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Falta recursos humanos para educação inclusiva

Casimiro José | Sumbe

O conselho consultivo técnico do Instituto Nacional de Educação Especial (INEE), realizado no Sumbe, concluiu haver disparidades na expansão e desenvolvimento da educação especial no país, devido à insuficiência de infra-estruturas, recursos humanos e de material didáctico.

O encontro permitiu o debate entre quadros de diversas instituições escolares
Fotografia: Casimira José

O conselho consultivo técnico do Instituto Nacional de Educação Especial (INEE), realizado no Sumbe, concluiu haver disparidades na expansão e desenvolvimento da educação especial no país, devido à insuficiência de infra-estruturas, recursos humanos e de material didáctico.
A revisão do plano de estudo das escolas de formação de professores das disciplinas educativas especiais e a criação de escolas de referência em todas as províncias do país, bem como o reforço das relações entre a escola, família e comunidade, foram recomendadas.O encontro permitiu o debate, entre os quadros de diversas instituições ligadas ao Ministério da Educação e de organizações que trabalham na protecção de pessoas portadoras de deficiência,     sobre os aspectos ligados ao fraco envolvimento das famílias no processo de acompanhamento e inclusão escolar. Os participantes concluíram ser necessário o aprofundamento do estudo da língua gestual angolana, para o ensino das pessoas com deficiências auditivas, bem como a prática da actividade física e desporto escolar adaptado.A investigação das matérias de educação especial nas instituições de ensino superior, padronização dos recursos humanos, materiais e a assistência técnica, para avaliação e utilização dos meios e equipamentos, foram também analisadas pelo conselho técnico do INEE. Os participantes constataram que os meios de comunicação social do país concedem uma fraca atenção ao ensino especial, bem como a falta de entrosamento entre os ministérios do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia e da Educação nesta matéria. Os técnicos ligados à educação especial recomendaram a obrigatoriedade da observância da lei de   base do sistema educativo em relação ao acesso e permanência dos alunos com necessidades educativas especiais e o incentivo à gestão participativa nas escolas inclusivas, para o reforço da capacidade institucional. A directora-geral do Instituto Nacional de Ensino Especial, Maria de Lurdes Franco, considerou o conselho “uma grande conquista, fruto das sinergias alcançadas em torno do ensino especial em Angola”, tendo exortado as direcções das escolas a trabalharem para a melhoria da educação especial.

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