Províncias

Faltam escolas para a educação de todos

Engrácia Camilo | Sumbe

Para garantir o ingresso da maioria das crianças no ensino primário é necessária a construção de pelo menos 60 escolas com sete salas cada, considerou na sexta-feira o fórum provincial sobre “Educação para Todos”.

Participantes no encontro solicitaram que sejam melhorados os conhecimentos e as atitudes da comunidade dos professores
Fotografia: Fernando Camilo |

O incremento e monitorização dos microprojectos das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática e outros programas educativos foi outra recomendação dos participantes no fórum, que alertaram, também, para a importância dos componentes de preparação de competências para a vida, através da continuidade da formação em artes e ofícios e do empreendedorismo no ensino secundário.
A formação contínua dos responsáveis ligados à área de alfabetização, designadamente chefes de repartição, directores de escolas, supervisores e alfabetizadores, foi definida como indispensável para a revitalização do programa.
Outra preocupação teve a ver com a igualdade de género, para a qual defenderam a necessidade de as instituições públicas garantirem o acesso permanente das meninas ao ensino primário e secundário.
Para propiciar a qualidade da educação, os participantes apontaram a formação qualificada de professores em todos os níveis de ensino, a adequação dos recursos didácticos e a qualificação de infra-estruturas escolares.
O incentivo remuneratório e a formação contínua e acelerada de professores, a par do reajustamento curricular, foram outros aspectos indicados como necessários, a par da divulgação permanente à sociedade dos propósitos da “Educação para Todos” e o reforço das verbas no processo de ensino e aprendizagem.
 A utilização dos meios de difusão massiva e de pessoas influentes, o recurso aos SMS pelas operadoras de telemóvel, a criação de equipas técnicas de emergência e a mobilização de quadros e técnicos dos órgãos intermédios do Ministério da Educação, como direcções provinciais, repartições municipais, direcções de escolas e parceiros sociais, foram outras recomendações.
Em relação à sida, os participantes ao encontro solicitaram  que seja melhorado em cerca de 70 por cento o conhecimento e as atitudes da comunidade docente, discente, quadros do sector da Educação e das famílias, assim como a formação de técnicos e gestores no domínio da estatística e o alargamento da rede em toda a província.
O fórum, que decorreu sob o lema “Pela aceleração dos objectivos da Educação para Todos, reforcemos a mobilização geral de Angola e de África”,  debateu, durante três dias, assuntos relacionados com a protecção e desenvolvimento da primeira infância, universalidade do ensino primário, preparação de competências para a vida activa, qualidade da educação, alfabetização e educação de adultos e equidade de género.
Os participantes debateram, ainda, temas ligados à prevenção do VIH/Sida e sistema de informação e gestão estatística, e apontaram a necessidade de serem construídos 24 centros infantis e 36 centros de educação comunitária, a par da reabilitação dos já existentes, além da formação de 420 educadores sociais.

Tempo

Multimédia