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Fazenda Cambondo no Kwanza-Sul aumenta produção agro-industrial

Casimiro José | Quibala

A fazenda Cambondo, situada a 27 quilómetros da sede do município da Quibala, na província do Kwanza-Sul, disponibiliza bens e serviços agro-industriais e proporciona emprego na região.

Filipe Freitas num dos silos da fazenda Cambondo para armazenamento de cereais
Fotografia: Casimiro José | Quibala

A fazenda Cambondo, situada a 27 quilómetros da sede do município da Quibala, na província do Kwanza-Sul, disponibiliza bens e serviços agro-industriais e proporciona emprego na região.
Ocupando uma extensão de oito mil hectares, dos quais 290 sob sistema de regadio, a fazenda dispõe de tecnologia avançada.
Segundo o gerente, Filipe de Freitas, a tecnologia disponível permite uma produção de cereais, tubérculos e leguminosas de qualidade em todas as estações do ano.
A região possui também fábricas de farinha de milho, rações, descasque de arroz e óleo de soja.
No âmbito de um acordo firmado com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), a fazenda Cambondo espera colher oito toneladas de sementes de milho da variedade ZM-523 até Setembro deste ano.
De acordo com o gerente Filipe de Freitas, o moinho instalado na fazenda tem uma capacidade de 400 toneladas por mês e os quatro silos podem armazenar 3.500 toneladas de cereais.  Para a conservação dos produtos colhidos, está em fase de acabamento a instalação de uma câmara fria com capacidade para mil toneladas.
Filipe de Freitas prevê que a safra de “feijão manteiga” vai atingir 40 toneladas no segundo ciclo da presente época, para além de mandioca, arroz, soja e batata rena.
Luanda é o principal mercado, através do supermercado “Mundo Verde”, para além dos consumidores das diversas localidades da província do Kwanza-Sul.
A fazenda Cambondo conta com 137 assalariados e em caso de necessidade recruta trabalhadores eventuais. />A população que vive nas imediações está autorizada a ficar com os produtos excedentários, para não apodreceram nos campos lavrados, por falta de meios de escoamento para os mercados.
Além disso, a proibição de caça torna a fazenda num campo de reprodução de animais selvagens, com destaque para os veados, cabras do mato, onças e répteis, entre outros.  O gerente lamenta o elevado encargo com os combustíveis, na ordem de 40 mil litros de gasóleo e lubrificantes, para os grupos geradores que garantem o funcionamento da fazenda.
“Temos obtido bons resultados de produção e, com isso, também bons rendimentos.
Porém, acrescentou, o gasto em combustíveis tem pesado nas receitas da fazenda e o anúncio da subvenção dos combustíveis ao sector produtivo privado, pelo Executivo, vem acalentar a esperança por dias melhores”, frisou.
O gerente da fazenda Cambondo manifestou preocupação pelas queimadas efectuadas regularmente por camponeses nas imediações, devido aos danos que causam ao meio ambiente, aconselhando a cumprirem as directivas das autoridades administrativas e tradicionais sobre esta prática negativa.
Por sua vez, o administrador municipal adjunto, Fernando Camunda, afirmou que os empresários ligados à agricultura e à pecuária estão empenhados no relançamento do sector na região, visando o aumento da produção, no âmbito do programa de combate à fome à pobreza e de aumento da oferta de serviços sociais básicos à população.

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