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Fornecimento de energia regista melhorias

Manuel Tomás| Sumbe

Proprietários de recauchutagens, serralharias, moageiras, carpintarias, pequenas fábricas de gelo e outras oficinas que dependem apenas de energia eléctrica para exercerem as actividades diárias estão satisfeitos com a melhoria e qualidade do produto que agora se consome na província, em particular nas cidades do Sumbe, Gabela e Porto Amboim.

Melhoria no fornecimento de energia eléctrica tem contribuído para o aumento da prestação de serviços nos pequenos negócios
Fotografia: Casimiro José |

Proprietários de recauchutagens, serralharias, moageiras, carpintarias, pequenas fábricas de gelo e outras oficinas que dependem apenas de energia eléctrica para exercerem as actividades diárias estão satisfeitos com a melhoria e qualidade do produto que agora se consome na província, em particular nas cidades do Sumbe, Gabela e Porto Amboim.
A melhoria do fornecimento de energia eléctrica tem contribuído para o aumento das receitas na venda ou prestação de serviço nos pequenos negócios. Os vendedores de bebidas louvaram o esforço do governo da província que tudo fez para que a situação fosse resolvida.
A energia eléctrica está ao alcance da maior parte da população. Já é possível conservar em casa os alimentos.  O coordenador da recauchutagem Mambala, no bairro do Chingo, António José Araújo Mambala, considerou de excelente a qualidade de energia fornecida pela Empresa Nacional de Electricidade (ENE).
Mambala disse que começou os trabalhos em 2010, quando recebeu o crédito jovem. A empresa dispõe de cinco empregados e pretende abrir outra oficina na área da Balela, comuna da Ngangula, que dista 20 quilómetros do Sumbe, na via Luanda/Sumbe/ Benguela.
“No passado, com o problema de energia, éramos obrigados a trabalhar com gerador, o que não era muito eficaz, já que acarreta enormes custos, desde o combustível à manutenção constante. Também trabalhávamos limitados em termos de horário, pois como sabe o gerador não aguenta manter-se ligado durante muito tempo”, frisou.Com a situação da energia resolvida, o coordenador da recauchutagem Mambala já pensa em estender o serviço 24 horas por dia, o que dá maior rentabilização à oficina e melhoria dos salários dos funcionários.  António Francisco, proprietário da moageira da Assaca, diz estar de parabéns a Empresa Nacional de Energia por ter melhorado o fornecimento de energia eléctrica na área onde se localiza a sua pequena empresa.
Os momentos vividos foram duros e sem energia nada se pode fazer, disse António Francisco. “Passámos um período difícil e quase que despedíamos o pessoal, porque estávamos sempre com as portas fechadas.” O director provincial da Empresa Nacional da Electricidade no Kwanza-Sul, Rosário de Almeida, disse que com a entrada em funcionamento em Dezembro das novas sub-estações da Cazua em Porto Amboim e do Alto Chingo, no Sumbe, assim como a substituição dos cabos obsoletos contribuiu para a melhoria da qualidade de energia eléctrica. A ENE, referiu, apesar do esforço feito continua empenhada em alcançar as zonas onde o fornecimento de energia eléctrica é deficiente, prevendo para o final do ano cobrir todas as áreas.
A Empresa Nacional de Energia conta com 18.526 clientes de baixa tensão, 19 mil de média e possui duas agências comerciais para a cobrança, na cidade do Sumbe.
A ENE prevê a abertura de mais agências noutras localidades para facilitar os clientes e evitar que caminhem longas distâncias para efectuarem o pagamento. Porto Amboim e Gabela têm duas agências cada, Sumbe três e Kicombo uma.
Rosário de Almeida disse que as centrais térmicas que funcionam como alternativa são operacionais, mas trabalham com um número reduzido de geradores, por não possuírem capacidade para atender as cidades, caso se registe um apagão a partir do sistema norte, que funciona desde 2008.
“O sistema sempre funcionou, o grande défice que provocava a má qualidade de energia era a rede de transporte, assim como a de distribuição de energia das três cidades que estavam em más condições”, esclareceu, para acrescentar que “o mau produto que se consumia não dependia do sistema norte, mas sim da caducidade da rede de distribuição”. O responsável realçou que os custos em combustíveis e lubrificantes para as centrais térmicas, em caso de uma interrupção no fornecimento normal, são avaliados em dois milhões de kwanzas/mês.

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