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Fundação Lwini leva alegria às comunidades rurais

Casimiro José | Sumbe

A comunidade de Jamba-Kalunga, adstrita à comuna do Gungo, município do Sumbe, no Kwanza-Sul, testemunhou recentemente a inauguração da primeira escola de construção definitiva, erguida na referida localidade, a 77 quilómetros da capital da província.

Inauguração da primeira instituição escolar vem dar outro alento ao sector da Educação na localidade de Jamba-Kalunga
Fotografia: Casimiro José

A comunidade de Jamba-Kalunga, adstrita à comuna do Gungo, município do Sumbe, no Kwanza-Sul, testemunhou recentemente a inauguração da primeira escola de construção definitiva, erguida na referida localidade, a 77 quilómetros da capital da província.
A escola primária, de cinco salas, construída de raiz pela Fundação Lwini, foi inaugurada pelo governador do Kwanza-Sul, Serafim Maria do Prado, em acto presenciado pela vice-presidente da Fundação Lwini, Joana Lina, membros do governo local, curadores e patrocinadores, bem como das autoridades tradicionais.
Denominada “Escola Primária 11 de Novembro”, o empreendimento foi construído num período de cinco meses, a partir de Junho, com fundos dos patrocinadores e outros arrecadados durante as excursões turísticas “Ngyla ya Kidy” (que em português significa caminhada verdadeira), realizadas em algumas províncias do país.
A escola está apetrechada com carteiras e quadros, comporta cinco salas, área de direcção, dois quartos de banho, três quartos para acomodar os professores e um parque infantil. A iluminação vai ser assegurada por um gerador, oferta do grupo Unicargas.
Com a abertura desta escola, muitas crianças da referida comunidade vão deixar de percorrer longas distâncias para aprender a ler e escrever. Estas, em gesto de agradecimento, dirigiram uma mensagem ao Fundo Lwini, manifestando a sua satisfação pela oferta.
“O futuro de Angola depende de nós crianças e, para que possamos ser úteis e conduzir os destinos do nosso país, temos de estar formados. Por isso, a construção desta escola na nossa localidade vai contribuir significativamente para melhorar o processo de ensino e aprendizagem”, lê-se na mensagem dos pequenos.
Os alunos referiram também que “a Pátria e a sociedade vão reconhecer os esforços que a Fundação Lwini está a empreender nas comunidades rurais, principalmente para com as crianças portadoras de deficiências e necessitadas”.
 O soba grande da região, Pedro Bebiano Zaire, disse na ocasião que a implantação da escola no Jamba-Kalunga traduz os sinais de desenvolvimento da região.
Aquela autoridade tradicional lançou um apelo no sentido de todos os habitantes cuidarem da escola, para que sirva para a geração presente e futura.
 O administrador municipal do Sumbe, Sebastião Daniel Neto, louvou a iniciativa da Fundação Lwini em construir um empreendimento escolar, que vai suprir o défice que se fazia sentir na referida região, sublinhando que, por falta de espaço, 886 crianças em idade escolar encontram-se fora do sistema normal de ensino na localidade de Jamba-Kalunga. 
Sebastião Daniel Neto lançou um apelo no sentido de outras organizações estenderem a sua mão solidária às comunidades rurais, para que se encontrem soluções nos mais variados domínios, principalmente na área da saúde.
A vice-presidente da Fundação Lwini, Joana Lina, disse que a instituição não está alheia aos problemas vividos no meio rural, procurando dar resposta aos anseios das comunidades.
 “Quando viemos aqui pela primeira vez, ouvimos da vossa parte que as crianças percorriam grandes distâncias para irem à escola, levámos a preocupação aos nossos patrocinadores e eis aqui a escola”, frisou .  Com a construção desta escola na região de Jamba-Kalunga, a comuna do Gungo passa a contar com dez escolas, sendo quatro de construção definitiva e seis de construção precária.
 A miss Lwini 2011 distribuiu batas aos alunos que vão frequentar as aulas na escola inaugurada.
 Em agradecimento, as populações brindaram a comitiva promotora do projecto com danças, acompanhadas de canções tradicionais da região, numa miscelânea dos estilos Kazukuta, Kimbwelwla, Catambi e Cangondó, entre outros.
Jamba-Kalunga é um nome que surge associado à história de um caçador artesanal que, ao exercer a sua actividade nas matas da região, encontrou um elefante morto e levou a mensagem para outros caçadores e habitantes do bairro.
 Na língua local, o elefante chama-se “Onjamba-ya-Kalunga”, mas o colono português passou a chamar a região de Jamba-Kalunga, denominação que prevalece até hoje.
 Situada a 77 quilómetros da sede da província, tem 304 famílias.
 A língua falada na região é o umbundo, com enormes variações, e as actividades principais são a agricultura e a pecuária.

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