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Gestores adquirem mais competências

Carlos Bastos | Sumbe

Responsáveis das repartições municipais de Educação, directores, inspectores e professores do Cuanza Sul frequentaram, no Sumbe, um workshop para melhorar a gestão das instituições escolares e analisar a sua influência na qualidade de ensino.

Na província do Cuanza Sul estão a ser traçadas novas estratégias para melhorar o processo de ensino e aprendizagem nas comunidades
Fotografia: Dombele Bernardo

Durante o workshop, organizado pela Fundação Eduardo dos Santos (FESA) e pelo Ministério da Educação, os participantes adquiriram competências em gestão do ensino e sobre políticas de educação.
No encontro, os participantes abordaram as apropriações e repercussões de uma política educativa, descentralização e desconcentração de educação, assim como os pressupostos analíticos.
O curador da FESA, Francisco José Fernandes, disse que, em Agosto de 1996, baseado no pensamento estratégico e visão de futuro do seu patrono, o Presidente José Eduardo dos Santos, a fundação iniciou um ciclo regular de debates sobre temas de carácter científico, como meio de dignificar e promover, de modo contínuo, o angolano.

Situação da Educação

O curador referiu que 18 anos depois, a FESA está convicta de que os diferentes workshop realizados constituíram-se em veículos para uma melhor compreensão, consubstanciadas na efectiva busca de soluções para os diferentes problemas que mais afligem as populações.O chefe de departamento de inspecção da Educação no Cuanza Sul, Carlos Queiroz, afirmou que a província controla 526 escolas, sendo 484 primárias, 14 do primeiro ciclo e 17 do segundo ciclo geral. A província do Cuanza Sul possui ainda quatro escolas do ensino técnico-profissional, duas de formação de professores, cinco magistérios primários e três institutos superiores.
O responsável fez saber que a gestão das escolas, desde as infra-estruturas, varia em função das salas de aula e de professores, laboratórios, gabinetes para o funcionamento dos órgãos de direcção, bem como outras sem as mínimas condições. Carlos Queiroz defendeu a necessidade de se pôr fim às aulas em salas construídas com materiais locais, como adobe e pau-a-pique, onde os alunos se sentam em pedras, bancos e latas de leite, ou aquelas situações em que os alunos e professores desenvolvem as actividades ao ar livre.

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