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Governador defende o relançamento da agro-pecuária

Casimiro José| Sumbe

O governador da Província do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira, defendeu na cidade do Sumbe o relançamento da produção agro-pecuária em grande escala, que concorra para a redução da pobreza e geração de riqueza nas famílias.

A cerimónia de cunprimentos de fim-de-ano contou com a presença de membros do Governo local e representantes da sociedade civil
Fotografia: Fernando Camilo|Sumbe

O desafio foi lançado durante a intervenção na tradicional cerimónia dos cumprimentos de fim de ano, tendo afirmado que “a aposta para o relançamento da produção agrícola vai incidir na desmatação, em vários municípios da provínca, de grandes áreas para o cultivo das populações mais carenciadas, por formas a inseri-las no processo que se quer abrangente”.
Ainda no domínio da agro-pecuária, o governador reafirmou que decorre o processo de levantamento das grandes parcelas de terras distribuídas, mas sem o seu real aproveitamento e anunciou que o processo vai permitir que as terras sejam redistribuídas àqueles que possuam capacidade técnica e financeira para desenvolver grandes projectos agrícolas.
O processo de redistribuição de terras vai abranger outros projectos ligados ao relançamento da produção do café e do algodão, como produtos de alto rendimento.
Eusébio de Brito Teixeira fez uma avaliação positiva dos projectos executados durante o ano de 2013, sobretudo nos domínios da saúde, educação, obras públicas, água para todos, energia eléctrica, saneamento básico, combate à pobreza, analfabetismo, redução do desemprego e formação técnico-profissional no seio dos jovens.
Entre os ganhos resultantes da execução dos programas e projectos durante o ano de 2013, o governador Eusébio de Brito Teixeira apontou a expansão da rede sanitária em quase toda a extensão da província e destacou a entrada em funcionamento, em breve, do Hospital Regional da Cela, completamente reabilitado, ampliado e apetrechado com meios técnicos modernos, bem como a criação dos serviços de assistência médica a sinistrados nas estradas.

Reactivação das indústrias

O lançamento dos pólos industriais e agrícolas na localidade da Zâmbia, município do Amboim,  Quibala, Cela e Porto Amboim são, no entender do governador Eusébio Teixeira, projectos promissores que podem alavancar a economia da província e do país.
No domínio da criação das condições de habitabilidade para os munícipes do Kwanza-Sul, o governador Brito Teixeira manifestou a sua preocupação, face à morosidade que se verificou na execução de diversas empreitadas do programa de 200 fogos habitacionais por município, situação que prometeu inverter no próximo ano, com a exigência e acompanhamento pontual ou responsabilização judicial dos incumpridores. “Sobre a gestão administrativa do programa dos 200 fogos habitacionais por município e outros projectos sociais, vamos reforçar os órgãos de inspecção e fiscalização, porque só com o acompanhamento constante e actuante podemos estar à altura de detectar no momento certo os incumprimentos por parte dos prestadores de serviços”, frisou o governador da província.
A elaboração, durante o ano de 2013, do plano de desenvolvimento da província do Kwanza-Sul para até 2017, foi outro aspecto destacado pelo governador, justificando que o instrumento se enquadra no plano nacional de desenvolvimento, especificando a realidade social, económica e cultural da província. O governador anunciou os desafios para 2014, com realce para a administração local do Estado, que vai exigir dos administradores municipais o empenho na solução dos problemas dos munícipes, nos mais variados domínios. “Esperamos que na prossecução dos interesses do Estado, os administradores compreendam que administrar não é apenas gerir a carteira de projectos, mas sim serem capazes, na geração de receitas, de gerir conflitos e dar soluções”, disse.
A cerimónia de cumprimentos contou com a participação de membros do Governo da província, magistrados judiciais e do Ministério Público, representante da Provedoria da Justiça, líderes de partidos, entidades religiosas, autoridades tradicionais e outros membros da sociedade civil.

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