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Hospital do Seles precisa de médicos

Manuel Tomás| Sumbe

O hospital do município do Seles, na província do Kwanza-Sul, necessita de médicos especializados em obstetrícia, cirurgia, gineco-obstectrícia e enfermeiros para proporcionar um atendimento condigno aos pacientes que para aí diariamente afluem.

O hospital do município do Seles, na província do Kwanza-Sul, necessita de médicos especializados em obstetrícia, cirurgia, gineco-obstectrícia e enfermeiros para proporcionar um atendimento condigno aos pacientes que para aí diariamente afluem.
A unidade hospitalar também clama por obras de restauro, especialmente nas áreas em fase de degradação, para lhe conferir um visual digno.
O hospital do Seles está em funcionamento desde os anos 50. Presentemente, a assistência à população é garantida por três médicos, sendo um de nacionalidade vietnamita e dois russos, auxiliados por 46 enfermeiros nacionais. O número de técnicos é insuficiente para satisfazer as necessidades da população, estimada em mais de 120 mil habitantes.
O hospital está constituído por todas as secções, nomeadamente medicina-mulher, pediatria, banco de urgência, maternidade, cirurgia e bloco operatório, com o respectivo equipamento, o que tem possibilitado um melhor atendimento. Os doentes que apresentam casos mais complicados são evacuados para o hospital provincial no Sumbe.
O director clínico em exercício do hospital do Seles, Adriano Catumbila Chimbumba, lamentou o facto de o número de enfermeiros existentes ser exíguo para corresponder à nova filosofia regulamentada superiormente no tocante ao sistema de escala, onde se estipula que cada turno deve ter, no mínimo, dois enfermeiros, para prestar uma condigna assistência médica e medicamentosa aos doentes acamados.
O responsável, que é igualmente director administrativo do respectivo hospital, disse que o estabelecimento hospitalar possui capacidade para internar 56 doentes. Diariamente, acrescentou, são internados, em média, 17 a 19 pacientes. As doenças mais frequentes na região são o paludismo, anemia, cistite, doenças diarreicas e respiratórias agudas.
Adriano Chimbumba garantiu que o fornecimento dos medicamentos essenciais regista-se com regularidade a partir do departamento provincial de medicamentos e do mercado nacional.
A dieta alimentar para os pacientes internados é diversificada e é servida diariamente. No hospital foi criado um grupo denominado “coordenação do menu”, que planifica a refeição no período de sete em sete dias e presta outros serviços, como de higiene e limpeza.

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