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Hospital necessita de mais pessoal

Casimiro José| Cassongue

A falta de médicos de especialidade e pessoal auxiliar no hospital municipal de Cassongue, no Kwanza-Sul, tem dificultado o atendimento às populações que procuram os serviços sanitários, disse ao Jornal de Angola o director administrativo do estabelecimento.

Humanização dos serviços de saúde deve passar pelo aumento de infra-estruturas
Fotografia: José Cola| Jaimagens.com

António Lumbongo Funete admitiu que, em função da densidade populacional e sobretudo os que procuram os serviços médicos, é necessário aumentar o corpo clínico nas mais variadas especialidades.
O município de Cassongue, salientou, requer maior acompanhamento médico e medicamentoso. O director administrativo do hospital apontou as áreas de ortopedia, pediatria, ginecologia e obstetrícia como as mais afectadas com a falta de especialistas.
Outra preocupação manifestada tem a ver com os serviços de radiologia que funcionam com apenas um técnico, além da falta de pessoal de apoio, como catalogadores, cozinheiros e roupeiros.
A falta de meios de transporte para a evacuação de pacientes e de apoio aos serviços administrativos, constitui também um problema. A unidade possui apenas uma ambulância. António Lumbongo Funete defende que a humanização dos serviços de saúde deve passar pelo aumento de infra-estruturas sanitárias e com recursos humanos à altura das exigências. Recordou que, por vezes, o mau atendimento resulta da falta de técnicos de saúde, como por exemplo, catalogadores e maqueiros.
O director administrativo apontou o paludismo, anemia, diarreia, insuficiência respiratória e traumas, resultantes de acidentes de viação, como os mais frequentes problemas clínicos. O hospital municipal de Cassongue tem 65 camas e presta serviços de medicina geral, pediatria, consultas externas, banco de urgência, radiologia, maternidade e farmácia.
O hospital funciona com dois médicos expatriados, três técnicos de diagnóstico e terapêutico e 56 enfermeiros.

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