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Hospital reabilitado encerrado ao público

Casimiro José| Wako-Kungo

As autoridades municipais da Cela, província do Kwanza-Sul, solicitaram ao Ministério da Saúde a reabertura do Hospital local, cujas obras terminaram em Abril último.

Hospital municipal da Cela foi reabilitado e tem todas as condições para receber pacientes mas continua com as portas fechadas
Fotografia: Jornal de Angola

A administradora municipal da Cela,  Amélia Russo, que revelou ontem a intenção ao Jornal de Angola, acrescentou que a infra-estrutura já beneficiou há muito de obras de reabilitação, ampliação e apetrechamento.
Segundo Amélia Russo, terminadas as obras, o empreendimento foi entregue formalmente ao Ministério da Saúde, a quem cabe a responsabilidade de criar as condições técnicas, materiais e humanas para que a unidade hospitalar abra as portas ao público.
“O hospital municipal da Cela está reabilitado, ampliado e com equipamentos modernos, pronto para prestar serviços de várias especialidades”, enfatizou.
De acordo com Amélia Russo, a sua equipa desconhece para quando a reabertura das instalações hospitalares, de modo a garantir assistência médico-medicamentosa nos moldes da humanização dos serviços de saúde” defendido pelo governo, disse.
A administradora Amélia Russo pediu às autoridades competentes no sentido de criarem mecanismos céleres capazes de solucionar os entraves que estão na base do impedimento da abertura da unidade hospitalar ao público.

Pessoal técnico

O director administrativo do hospital municipal da Cela, Domingos Fonseca, revelou que o “novo hospital” precisa de 250 enfermeiros, dos 172 existentes.
Domingos Fonseca referiu que com a entrada em funcionamento do empreendimento, vão ser dadas respostas às várias solicitações dos pacientes, que até aqui tinham como único recurso a vizinha província do Huambo ou Luanda.
Com as obras de reabilitação e ampliação do hospital municipal da Cela, a assistência médica e medicamentosa às populações do município passou a ser feita em instalações provisórias. Este procedimento tem criado algumas dificuldades ao corpo clínico, que trabalha de forma muito limitada.
Apesar das suas limitações, em termos de comodidade, o hospital provisório presta serviços de banco de urgência, de medicina geral e pediatria. Segundo o director do hospital, os serviços que requerem atenção especial, como a maternidade e análises clínicas, passaram a ser prestados pelo centro materno-infantil, localizado no centro da cidade do Wako-Kungo.
O corpo clínico é composto  por nove médicos, sendo dois nacionais e sete expatriados e 172 enfermeiros de vários escalões.
As obras de reabilitação e ampliação do hospital municipal, que tiveram início em 2009, estiveram a cargo da empresa israelita ABH e financiado pelo Governo angolano.
Com a sua reabilitação e ampliação, o hospital municipal da Cela, localizado em Kissanga-Kungo, vai funcionar com um banco de urgência, um consultório de medicina geral e serviços de pediatria. Inclui ainda serviços de radiologia, laboratório de análises clínicas, ortopedia, maternidade, três blocos operatórios e uma área para a produção de oxigénio e ar comprimido.
A unidade hospitalar conta também com  uma cozinha, refeitório, lavandaria e outros serviços auxiliares. A capacidade instalada é de 176 camas, com base nos novos padrões que recomendam a acomodação de quatro pacientes por cada sala de internamento.

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