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Hospital regista diminuição de morte

O hospital geral 17 de Setembro do Sumbe, Kwanza-Sul, registou, durante o primeiro trimestre deste ano 138 óbitos por malária, menos 65 casos em relação ao mesmo período do ano anterior, revelou o seu director clínico

Hospital recebe regularmente fármacos do depósito provincial e alimentação para os doentes
Fotografia: Jornal de Angola |

Agostinho Cardoso explicou que as crianças são as principais vítimas, porque muitas delas são encaminhadas tardiamente para o hospital. “Infelizmente, continuamos a assistir a casos em que os doentes chegam ao hospital em situação crítica devido ao atraso na sua evacuação pelos familiares.” Para se evitarem mais mortes, afirmou ser necessário intensificar as campanhas de educação sanitária e a sensibilização da população.
Durante o mesmo período, o hospital fez 134.620 consultas de medicina, pediatria, ginecologia, obstetrícia e cirurgia, que resultaram no internamento de 1.732 pacientes.
A malária continua a ser principal patologia na região, seguindo-se a tuberculose, VIH-Sida e traumatologia, resultante da sinistralidade rodoviária.
Agostinho Cardoso considerou insuficiente o número de médicos em todas as especialidades. “Temos serviços que não funcionam por falta de médicos, sobretudo  nas áreas de cardiologista, urologia, cuidados intensivos, oftalmologia,  tuberculose e pediatra”, explicou, afirmando-se, também, preocupado com a existência de valas de drenagem descobertas, charcos de águas estagnadas, responsáveis pela produção de mosquitos adultos e larvas.
O hospital geral não dispõe de meios de desinfestação de mosquitos nem de condições mínimas para realizar qualquer tipo de saneamento do meio.
A unidade dispõe apenas de três ambulâncias que realizam, em média, quatro viagens por semana para evacuar doentes graves para os hospitais Josina Machel e Américo Boavida, em Luanda.
O hospital recebe regularmente medicamentos do depósito provincial e a alimentação para os doentes internados é satisfatória. “Felizmente, a dieta dos pacientes está assegurada”.Com capacidade para 150 camas, o hospital geral 17 de Setembro tem 35 médicos entre nacionais e estrangeiros e 151 enfermeiros. Diariamente, atende cerca de 480 pacientes com diversas patologias.

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