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Incentivo à produção de mel no Cuanza Sul

Manuel Tomás| Sumbe

Um projecto de apicultura, com duração de três anos, elaborado para o aproveitamento do mel e seus derivados, está desde o ano transacto a ser desenvolvido no município da Cela (Wako Kungo), província do Cuanza Sul, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), em parceria com a organização não governamental italiana “Cospe”.

O projecto vai fazer com que a população do município que se dedica essencialmente à agricultura tenha outras fontes de rendimento
Fotografia: Maria Augusta

O início da segunda fase do programa depende dos acordos a serem rubricados entre a direcção-geral do IDF e ofinanciador, por se tratar de um programa de âmbito central, que também abrange as províncias de Benguela, Namibe e Bengo.
O chefe do departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Eugénio Francisco João, disse que o sector pretende que a comunidade residente nas áreas melíferas obtenha o seu rendimento familiar através da produção do mel, em vez de devastar dos recursos florestais procedendo ao corte anárquico de árvores para o fabrico de carvão e aproveitamento da madeira.
O responsável frisou que o programa integra 1.100 famílias agrupadas nas associações de camponeses “Primeiro de Maio” e “Cinco de Junho”, situadas nas comunas da Canjombe e Canguenda. Aos associados já foram distribuídas 44 colmeias e material suficiente para se fazer uma exploração do mel em grande escala.
Eugénio Francisco João explicou que foram construídas duas casas nas localidades de Canjombe e Jamba Kipuco, para a comercialização do mel e aberto um mercado rural na área do Tongo.
O chefe do departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal sublinhou que este projecto tem “uma boa aceitação” no seio das comunidades do município da Cela, mas em outras há famílias interessadas. O programa, sublinhou, pode desencorajar a prática de desflorestação das matas, pois prevê acções de incentivo à obtenção de rendimento das famílias, para não dependerem somente das florestas.

Exploração florestal


O chefe de departamento do IDF deu a conhecer que há dois anos estavam inscritos na Instituto 150 concessionários na exploração de carvão vegetal, contra os actuais 25, dos quais cinco na área da madeira.
A redução, acrescentou, deve-se à fixação populacional no meio rural, nos últimos tempos, e à “diminuição da pressão” sobre as florestas.
O departamento do IDF tem disponíveis 37 agentes de fiscalização, número insuficiente para a cobertura de toda a extensão da província e punição dos indivíduos que praticam a caça furtiva e a exploração ilegal damadeira e carvão.
No ano passado, o IDF aplicou multas por transgressões cometidas no valor de 2,743 milhões de kwanzas.
Eugénio Francisco João sublinhou que, para o ano em curso, está projectada mais uma campanha de arborização, com a plantação de mais de um milhão de árvores em todo o país, cabendo ao Cuanza Sul uma quota de 50 mil árvores. Segundo Francisco João, já se verifica uma adesão de agentes particulares à participação na campanha. Na cidade do Sumbe decorrem trabalhos de reabilitação de um viveiro com capacidade de produzir 50 mil plantas, que vão servir para o repovoamento florestal em todas as comunidades.

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