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Instituto de Petróleos investe na especialização

Casimiro José | Sumbe

O director-geral do Instituto Nacional de Petróleos (INP) no Sumbe considerou animadores os resultados obtidos no ano lectivo de 2012 no capítulo da formação de técnicos especializados nas diversas áreas ligadas ao ramo petrolífero.

No próximo ano lectivo o Instituto Médio de Petróleos abre centenas de vagas
Fotografia: Fernando Camilo | Sumbe

O director-geral do Instituto Nacional de Petróleos (INP) no Sumbe considerou animadores os resultados obtidos no ano lectivo de 2012 no capítulo da formação de técnicos especializados nas diversas áreas ligadas ao ramo petrolífero.
Domingos Francisco, que falava numa conferência de imprensa, fez uma avaliação positiva do desempenho de docentes e discentes, e esclareceu que, do universo de 547 alunos matriculados, 141 finalizaram e 135 obtiveram classificação positiva.
Durante o ano lectivo de 2012, foram ministrados no Institutocursos médios nas disciplinas de Geologia Petrolífera, Minas, Perfuração e Produção, Processamento de Gás, Refinação, Instrumentação Petrolífera e Mecânica de Instalação Petrolífera.
Na vertente da formação profissional, de acordo com o director-geral do INP, foram ministrados cursos de Instrumentação, Electricidade Industrial, Mecânica de Manutenção, Operação de Produção e de Refinaria, Mecânica de Frio e Inglês.

Cooperação com congéneres

O director-geral do Instituto de Petróleo, Domingos Francisco,  considerou a cooperação, em vários domínios, com as instituições congéneres de países como a Argélia, África do Sul, França, Canadá, Estados Unidos e outros, como um ganho, acrescentado que tal parceria tem permitido o aperfeiçoamento constante do corpo docente e dos alunos, através da troca de experiências.
“Uma instituição como é o INP não tinha outro caminho senão cooperar com instituições de formação de outros países, como premissa para aprofundar os conhecimentos técnicos e impor-se no mercado petrolífero, que é cada vez mais exigente”, disse, Domingos Francisco.
O grande desafio, referiu, prende-se com a concertação com outros países para a certificação internacional dos cursos ministrados pelo Instituto Nacional de Petróleos, para que os técnicos formados na instituição possam ter equivalências noutros países, não só em África mas também em todo o mundo. A par disso, Domingos Francisco anunciou que o INP vai continuar a modernizar os laboratórios das diversas disciplinas para permitir uma formação de qualidade.
Outro desafio apontado consiste no constante aperfeiçoamento de docentes e aposta nas disciplinas de Matemática, Física, Química, Língua Portuguesa e Inglesa.  Para o próximo ano lectivo, vão estar disponíveis 150 vagas para os que vão ingressar pela primeira vez na instituição de ensino médio e técnico profissional do ramo petrolífero. “As vagas para o ano lectivo 2013 sofreram uma redução devido às solicitações das operadoras do ramo petrolífero”.

Formação integradora

O director-geral do INP admite que a introdução no plano curricular da disciplina de formação de atitudes integradoras teve reflexos positivos na forma de ser e estar dos alunos, de algum tempo a esta parte.
“Num instituto como o nosso, onde convivem pessoas de vários extractos sociais, não se descura o surgimento de comportamentos menos dignos, mas é nosso dever tomar medidas disciplinares baseadas no regulamento do internato, porque sendo uma instituição de formação por excelência não se deve transformar num campo de concentração”, frisou, acrescentando que o comportamento individual não deve subverter a boa convivência colectiva.
Para Domingos Francisco, a conduta actual dos alunos tende a melhorar em comparação com o passado, uma vez que, a par da disciplina de atitudes integradoras que consiste na socialização dos formandos, todas as quintas-feiras são reservadas à educação patriótica, com maior incidência na valorização dos símbolos nacionais.

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