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Isabel Ana uma agricultora com iniciativa

Casimiro José | Sumbe

Isabel Ana nasceu há 47 anos no bairro Ndunduvango, no município do Seles, e é casada com Alberto José Mota.
Encontrámo-la em pleno trabalho  disponível para lidar com qualquer situação que se lhe apresente. Questionada sobre o seu percurso até ao momento, Isabel Ana disse ao Jornal de Angola que com a guerra aprendeu a ser persistente em vencer barreiras e, hoje, sente estabilidade no seio da família.

Isabel Ana investe na agricultura
Fotografia: Casimiro José

Isabel Ana nasceu há 47 anos no bairro Ndunduvango, no município do Seles, e é casada com Alberto José Mota.
Encontrámo-la em pleno trabalho  disponível para lidar com qualquer situação que se lhe apresente. Questionada sobre o seu percurso até ao momento, Isabel Ana disse ao Jornal de Angola que com a guerra aprendeu a ser persistente em vencer barreiras e, hoje, sente estabilidade no seio da família.
A nossa interlocutora confessa que passou maus momentos na capital do país, onde o pão de cada dia era conseguido com enormes sacrifícios, através da venda ambulante.
Cedo compreendeu que a actividade agrícola é o caminho ideal para desenvolver a sua vida. Adquiriu duas lavras na Funda, em Luanda, onde se dedicou à plantação de mandioqueiras. Vendia a fuba e as folhas. A paz alcançada em 2002, motivou o seu regresso à sua terra natal, em Setembro de 2005, onde herdou 30 hectares de terra dos seus avós e, sem perca de tempo, deu continuidade ao projecto agrícola iniciado em Luanda.
Isabel Ana  adquiriu uma moagem para fazer fuba do milho produzido pela comunidade de Ndunduvango. Com a venda dos produtos do campo, com maior incidência em Luanda, através do marido, Alberto José Mota, em 2007 conseguiu comprar dois tractores para a lavoura dos seus terreno e para os agricultores da zona.
 Isabel Ana diz que as colheitas são animadoras, chegando a colher mais de 20 toneladas de mandioca, 30 toneladas de cereais e citrinos. Além disso também cria   gado.
“Nesta região a chuva cai bem e não temos razão de queixa e, por isso, temos boas colheitas todos os anos. O que nos falta é o apoio do governo para adquirir e instalarmos as moto-bombas para o sistema de regadio, uma vez que nos encontramos a 1.000 metros do rio Cubal”, disse, acrescentando que no mundo moderno a agricultura não deve depender das chuvas, pois o sistema de regadio permite a plantação em todas as estações do ano.
Isabel Ana está feliz por ter regressado à sua terra, onde ajuda milhares de cidadãos da sua comunidade, e confessa: “estou muito feliz por saber que o meu esforço é hoje  solução dos problemas da nossa comunidade”. O casal Isabel Ana e Alberto Mota tem como mercado de preferência a cidade de Luanda, onde os seus produtos são vendidos.

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