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Jovens aptos para o mercado de trabalho

Victor Pedro | Sumbe

Um total de 3.549 jovens do Cuanza Sul concluíram o ciclo formativo 2016, em várias especialidades nos centros profissionais estatais e privados, e estão disponíveis a contribuírem para o desenvolvimento da província.

Momento em que um dos formandos exibia um dos equipamentos de serralharia de construção civil utilizado no período da formação
Fotografia: Fernando Camilo

Durante a formação, foram leccionados cursos de  electricidade de baixa tensão, mecânico auto, serralharia de construção civil, mecânico de frio, alvenaria, informática, canalização e carpintaria.
Das disciplinas, constou igualmente as de culinária, pastelaria, corte e costuras, decoração e artes, secretariados, contabilidade geral de empresas, contabilidade geral informatizada, língua portuguesa e caligrafia, contabilidade e operações bancárias.
O chefe dos serviços do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) no Cuanza Sul, Ambriz Quissube Umbonde, considerou a juventude como garante que promove o desenvolvimento em qualquer país, por isso, disse ser importante continuar apostar na formação profissional de qualidade, para permitir a sua inserção na sociedade e no mundo do trabalho.
A ideia, disse Ambriz Quissube Umbonde, é aprimorar a capacidade e preparar a actuação dos técnico profissional no mercado do trabalho, o que exige do especialista eficiência, criatividade e persistência para com as oportunidades. Para isso, aconselhou os recém-formados a não guardarem os diplomas, mais devem sim procurar colocar em prática o que aprenderam durante o ciclo formativo.
O director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Francisco Jamba, referiu que o programa de formação técnico-profissional do Executivo prevê a garantia da mão-de-obra qualificada das empresas a nível do país, conferir competências técnicas e profissionais nas áreas de artes e ofícios, para que se tenha facilidade no acesso ao emprego e auto emprego.
Francisco Jamba explicou que o programa do Executivo dá espaço a juventude para que se ocuparem e participar no processo de reconstrução nacional e, inclui  no seu leque de formação a vertente dos bons hábitos e valores, o espírito de inter-ajuda, respeito, amor ao próximo, rigor no trabalho a prestar para o público.
Francisco Jamba apontou a superação dos formadores como prioridade para o sector, para permitir com que haja qualidade dos formados. Nesta perspectiva, reiterou a  necessidade de cada um actuar neste sistema de formação profissional, com o espírito de missão, para garantir a transmissão do saber fazer, ser e estar as futuras gerações.
Quanto às dificuldades de ordem material e financeira que os centros enfrentam, Francisco Jamba justificou que elas se devem à actual situação económica do país, mas exortou os responsáveis daquelas unidades formativas, geradoras de receitas internas a serem mais criativas, formulando ideias que permitem minimizar as dificuldades no próximo ano lectivo.
Os formandos  agradeceram o empenho e dedicação da direcção e dos seus formadores, e reconheceram que se tratou de mais uma oportunidade de aprender e aperfeiçoar os conhecimentos básicos, além de compartilhar o associativismo, o espírito de equipa e inter-ajuda.
Desde a implementação do sistema nacional de formação profissional em 1994, foram formados no Cuanza Sul 17.729 profissionais em várias especialidades. A província conta com sete centros e unidades públicas e nove privadas.

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