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Kwanza-Sul combate a malária

Victor Pedro | Sumbe

A direcção provincial da Saúde Pública e Controlo de Endemias no Kwanza-Sul registou 163 óbitos entre 53.835 casos de malária diagnosticados durante o primeiro trimestre do corrente ano.

Vista parcial da cidade do Sumbe onde o governo local e parceiros estão a desenvolver várias acções para combater os índices de mortalidade causada pela malária nas comunidades
Fotografia: Jornal de Angola

“Estima-se que, durante o primeiro trimestre do corrente ano, a direcção provincial da Saúde Pública e Controlo de Endemias registou 53.835 casos de malária, dos quais resultaram 163 óbitos”, revelou a vice-governadora do Kwanza-Sul para a Esfera Política e Social, Maria de Lourdes.
A governante, que revelou os dados no lançamento de um projecto sobre prevenção da malária, acrescentou que, comparativamente ao primeiro trimestre do ano transacto, houve um aumento de 16 óbitos.
A direcção provincial registou no ano passado 147 óbitos e 68.963 casos diagnosticados. 

Taxa de prevalência


O representante do departamento de controlo da doença da direcção nacional, Filomeno Fortes, lembrou que a província do Kwanza-Sul tem a maior taxa de prevalência da enfermidade, em relação aos grandes centros populacionais, como Luanda e Huambo.
O responsável referiu que o Kwanza-Sul vai carecer de uma atenção especial para atingir os objectivos previstos, que são de diminuir, até 20 por cento, a mobilidade e a mortalidade da malária no país.
O referido projecto está a ser financiado pelo Governo americano, através da agência Usaid, numa linha de crédito da Fundação Exxon Mobil e a Esso, no valor de 500 mil dólares anuais.  Este projecto está a ser implementado também nas províncias de Luanda, desde 2001, Benguela, Huíla, Kwanza-Norte, Malange, Huambo, Zaire, Uíge, Cunene, Namibe e Bié.

Acções previstas


O referido projecto contempla várias fases, entre as quais a capacidade técnica dos funcionários, a melhoria operacional de serviço de laboratório e fortalecimento do suporte logístico.
Outra componente do projecto é o fortalecimento do sistema de informação de saúde, através de vigilância, advocacia e suporte técnico para as equipas.

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