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Kwanza-Sul regista escassez de pescado

Manuel Tomás | Sumbe

O pescado nos principais mercados da província do Kwanza-Sul regista uma acentuada escassez, por causa das embarcações estrangeiras de grande porte que utilizam arrastões, desrespeitando as leis de pesca definidas pelo Governo.

O pescado nos principais mercados da província do Kwanza-Sul regista uma acentuada escassez, por causa das embarcações estrangeiras de grande porte que utilizam arrastões, desrespeitando as leis de pesca definidas pelo Governo.
Estas embarcações usam artes proibidas, há já algum tempo, pelas autoridades, ao ponto de arrastarem redes e chatas dos pescadores artesanais que praticam a actividade piscatória na orla marítima da província. Esta preocupação foi revelada recentemente, em Porto Amboim, pelo presidente da Associação dos Pescadores do Kwanza-Sul, José Álvaro de Bastos, que enumerou a falta de infra-estruturas de frio, pontes pesqueiras, avarias nas embarcações, inoperância da indústria salineira e estaleiros para a assistência e manutenção das embarcações (evitando gastos nas deslocações ao Lobito) como as principais preocupações da organização.
O responsável solicitou às autoridades ligadas ao sector no sentido de apetrecharem o ramo da fiscalização com meios, de modo a conter a situação dos arrastões que estão a dizimar as espécies.
A inexistência de infra-estruturas de frio, disse José Bastos, tem provocado que parte do pescado seja encaminhado para o interior da província, através de carrinhas isotérmicas e devidamente equipadas, razão pela qual as populações consomem com regularidade peixe de qualidade.
O presidente da Associação dos Pescadores do Kwanza-Sul mostrou-se preocupado com a situação da indústria salineira, visto que há uma gritante falta de sal para conservar o pescado, o que tem feito que o peixe seja vendido às vendedoras ambulantes.
A organização, segundo José de Bastos, conta com mais de 70 associados, mas boa parte destes não pagam pontualmente as suas quotas. “Muitos, até, deixam mesmo de o fazer por acharem que não recebem nada em troca da sua quotização”, lamentou.
Em nome dos associados, José de Bastos agradeceu a iniciativa do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, em potenciar o município de Porto Amboim, que é, por sinal, considerado como um dos maiores centros piscatórios do Kwanza-Sul, com infra-estruturas de congelação, estaleiros e outros meios para o aumento dos níveis de captura e capacidade para proporcionar um melhor atendimento à comunidade com pescado de qualidade.

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