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Lançado no Sumbe projecto de combate à fome e pobreza

Carlos Bastos| Sumbe

O Movimento de Apoio Solidário de Angola (Movangola), lançou, sexta-feira, na cidade do Sumbe, província do Kwanza-Sul, um projecto de solidariedade denominado “dê a mão ao próximo e ajude Angola no combate à fome e à pobreza”.

Segundo o presidente da Movangola, António Sawanga, o projecto contempla a realização de palestras em todo o território para sensibilizar a população sobre a necessidade da prática da agricultura e a sua importância no desenvolvimento económico e social do país, assim como doações de bens alimentares, industriais, vestuário e instrumentos agrícolas às populações mais vulneráveis.
António Sawanga reconheceu que o êxodo rural para as zonas urbanas durante o conflito provocou a redução significativa da prática da agricultura, a escassez de alimentos e a pobreza extrema à volta dos grandes centros urbanos. Explicou que o projecto, iniciado em Setembro deste ano, tem a duração de seis meses e vai ser desenvolvido numa primeira fase em nove províncias.
Para o projecto, que vai trabalhar, igualmente, com os centros de formação profissional para incentivar o auto-emprego, através da entrega de kits de electricidade, mecânica, serralharia, construção civil e canalização, foram disponibilizados 22,5 milhões de kwanzas, segundo António Sawanga.
Fundado a 25 de Janeiro deste ano, o Movangola tem representações nas províncias de Luanda, Bengo, Huíla, Namibe, Benguela, Moxico, Malange,
Bié, Zaire e Uíge,  onde apoia as comunidades mais vulneráveis com a distribuição de bens materiais e de consumo.
À margem do lançamento do projecto no Sumbe, a Movangola entregou um donativo constituído por feijão, fuba de milho, carne, óleo vegetal, massa alimentar, arroz, leite em pó e detergente ao lar de terceira idade situado no bairro do Chingo.
O responsável do lar, Feliciano Cavaia, agradeceu o gesto e disse que a doação vai permitir ao lar ter um stock razoável de bens alimentares para atender aos idosos.
Apontou como maior preocupação o avançado estado de degradação do edifício, que alberga 18 idosos. “O estabelecimento apresenta enormes fissuras e a sua reabilitação é urgente, e a situação pode piorar com a chegada das chuvas, como aconteceu no ano passado, quando a água danificou todo o mobiliário do lar”, referiu.

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