Províncias

Luta deve ser encarada como um desafio

Casimiro José | Sumbe

O director provincial da Comunicação Social do Kwanza-Sul, Manuel Jorge dos Santos, apelou ontem no Sumbe aos jornalistas a encararem a abordagem do VIH/Sida como um desafio.

O director provincial da Comunicação Social do Kwanza-Sul, Manuel Jorge dos Santos, apelou ontem no Sumbe aos jornalistas a encararem a abordagem do VIH/Sida como um desafio.
O responsável defendeu igualmente que se deve tomar um ponto de partida para se criar uma frente comum que envolva a comunicação social e membros da sociedade civil, para reduzir os casos de Sida e do estigma na província.
O director da Saúde, Abreu Undongo, referiu que com o
envolvimento dos jornalistas multiplica-se o movimento de mobilização em torno da prevenção do Sida, como a única forma de conter a proliferação da doença.
“A luta contra a Sida é dirigida à doença e não contra as pessoas”, disse Abreu Undongo ao intervir durante o encontro metodológico sobre programas integrados para os media e representantes da sociedade civil, promovido pela Associação Angolana de Jornalistas na Luta contra a Sida “AAJL-SIDA”, no Sumbe.
O encontro, que decorreu sob o lema “Para um desenvolvimento pleno e harmonioso longe do estigma e da discriminação, media presentes, participemos”, abordou temas ligados à lei sobre VIH/Sida e as garantias do direito das pessoas portadoras da doença e sua protecção.
Foi abordada a problemática das parcerias público-privadas para o êxito do combate contra o VIH/Sida, no quadro dos programas integrados de resposta às grandes endemias e da resposta social e papel da comunicação social na resposta à doença, à luz da lei 8/04.
O encontro metodológico, que contou com a prelecção do director executivo da AAJL-SIDA, Hele Bessa, abordou ainda temas como as estratégias de captação de fundos para as delegações provinciais e sobre como mobilizar os fundos locais e externos para os programas e projectos.
Os participantes debaterem sobre a envolvência do poder político, jornalistas dos distintos órgãos da comunicação social, entidades religiosas, sociedade civil, como aspecto fundamental para a disseminação de informações sobre a prevenção da pandemia e mecanismos de protecção, bem como do combate ao estigma e discriminação das pessoas seropositivas.
A comunicação dinâmica e interactiva foi apontada como o método a adoptar de forma a que as comunidades sejam envolvidas na promoção do diálogo face às implicações da Sida no processo socioeconómico.
O encontro recomendou, para o efeito, o uso de uma linguagem simples e educativa para que as comunidades se apropriem do processo de educação sobre a pandemia e o amor para com as pessoas infectadas.
Outra preocupação abordada no encontro metodológico tem a ver com a pouca abrangência dos órgãos da comunicação social nas comissões provinciais da luta contra a Sida, bem como a falta de envolvimento dos partidos políticos no processo.
A AAJL-SIDA já promoveu sessões nas províncias do Uíge, Bengo, Malange, Kwanza-Norte e Kuando-Kubango, esperando-se que tais iniciativas se estendam a outras partes do país.
A AAJL-SIDA, com sede social em Luanda, congrega 50 associados a nível nacional e pretende aumentar o número através da adesão voluntária dos jornalistas dos distintos órgãos de comunicação social públicos e privados.

Tempo

Multimédia