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Mais técnicos no mercado de emprego

Casimiro José | Sumbe

O centro de formação do Cuacra, município do Sumbe, encerrou sexta-feira os cursos técnico-profissionais, em que pelo menos 75 jovens terminaram com êxito e foram lançados para o mercado do trabalho.

Cursos técnicos e profissionais estão a mudar a vida de muitos jovens no país
Fotografia: Casimiro José

O centro de formação do Cuacra, município do Sumbe, encerrou sexta-feira os cursos técnico-profissionais, em que pelo menos 75 jovens terminaram com êxito e foram lançados para o mercado do trabalho.
O curso teve a duração de nove meses e os recém-formados habilitaram-se nas componentes de agricultura geral, alvenaria, canalização, electricidade de baixa tensão, mecânica auto e serralharia.
A formação, que foi assegurada por oito formadores nacionais, contou com a participação de jovens oriundos dos municípios da província do Kwanza-Sul, com excepção de Cassongue e Ebo, a par de outros participantes de Luanda, Benguela e Huambo.
 O director do centro do Cuacra, Augusto Ângelo Camilo, disse que a formação dos jovens só foi possível, também, graças aos cursos que os formadores frequentaram em Cabo-Verde, em 2006, que permitiu a sua capacitação para responderem aos desafios da instituição.
 Augusto Camilo apelo aos finalistas do curso no sentido de um maior empenho e dinamismo para que consigam inserir-se no mercado do emprego, que considerou de muito competitivo.
 Outro apelo do director do centro foi dirigido aos pais e encarregados de educação, a fim de que acompanhem filhos e educandos, desde a tenra idade, para que a escolha de um ofício seja feita de acordo com a sua vocação.
Numa mensagem, os finalistas manifestaram o seu total engajamento para que os conhecimentos adquiridos durante os nove meses de formação sejam aplicados nos mais variados sectores da vida social e económica, em torno da ­reconstrução nacional.  “Manifestamos a nossa gratidão pelo empenho da direcção do centro e dos formadores que tornaram possível a nossa formação, que nos habilita a concorrer ao mercado do emprego”, lê-se na mensagem.
 O representante da direcção provincial de Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Ambriz Quissube, afirmou que a formação do capital humano é, na actual conjuntura, uma exigência permanente que deve responder aos desafios de desenvolvimento da sociedade.  Ambriz Quissube considerou que a competitividade do mercado de trabalho actual exige uma formação adequada nas diversas especialidades, pelo que apelou para que os recém-formados não se acomodem com os conhecimentos adquiridos durante o curso, mas aumentem o saber, à medida que se forem inserindo no mercado de trabalho.
 Lino Lemos Magalhães, portador de deficiência, adquirida quando cumpria o serviço militar nas extintas FAPLA, que já tinha conhecimentos de construção civil, inscreveu-se no curso para aumentar a técnica.  Lino, natural da Gabela, que tem a profissão como sua grande paixão, acredita que agora que terminou o curso, vai exercer a actividade com perfeição e o número de clientes de obras pode aumentar consideravelmente.

O centro por dentro

O Centro de Formação Profissional do Cuacra foi implantado em 1983 e possui seis pavilhões com laboratórios para as especialidades de serralharia, alvenaria, electricidade e mecânica-auto.
 A concepção inicial esteve vinculada para a formação profissional dos cidadãos namibianos, que na altura lutavam pela independência do seu país.
 Em 1992, na sequência da independência do território namibiano, o centro passou à tutela do Estado angolano, que abriu uma nova perspectiva de desenvolvimento dos recursos humanos, nas vertentes de formação profissional dos jovens nas diversas especialidades.
 Actualmente, sob tutela do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), o centro do Cuacra ocupa uma extensão de 100 hectares, dos quais parte para as instalações e outra para campos de experimentação e áreas cultiváveis, para garantir a sustentabilidade em termos de alimentação dos formandos.
O centro necessita de vários apoios para responder à demanda e melhorar o funcionamento, principalmente no que diz respeito à corrente eléctrica, que é fornecida por grupos geradores, com custos elevados resultantes da aquisição de combustíveis e lubrificantes.
Apesar das dificuldades no sector social, disse o responsável, o centro abastece as comunidades circunvizinhas com água potável, através do seu sistema de captação e distribuição.

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