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Mau estado das vias atrasa progresso

Casimiro José | Ebo

O administrador da comuna de Quissanje, município do Ebo, Cuanza Sul, está preocupado com o avançado estado de degradação das vias de acesso, que considerou serem o principal entrave ao desenvolvimento social e económico da região.

Difícil acesso faz com que os produtos do campo se estraguem nas áreas de cultivo
Fotografia: Casimiro José

Abrantes Tape disse que a situação se arrasta há vários anos e está a desencorajar os investidores: “muitos manifestam a intenção de se instalar na região e só não executam os projectos por causa das estradas que estão muito danificadas”, disse Abrantes Tape.
O administrador acrescentou que os projectos do programa municipal integrado de desenvolvimento rural e combate à pobreza têm sido executados à custa de muitos sacrifícios por parte dos empreiteiros.  A administração do município não dispõe de recursos financeiros para a intervenção nas estradas. “Estamos muito preocupados porque a situação não vai ser resolvida com a rapidez que desejamos. A empreitada de reparação das vias de acesso está fora da alçada da administração do município”, frisou.
O administrador comunal de Quissanje considera que o potencial a­grícola está longe de proporcionar a geração de riqueza para suprir as necessidades das populações e, em muitas localidades da comuna, nota-se a falta de bens de primeira necessidade, como sabão, óleo, petróleo iluminante e outros bens indispensáveis.

Fazendas sem produção

Outra preocupação manifestada pelo administrador Abrantes Tape prende-se com o facto de muitas fazendas estarem ocupadas sem o real aproveitamento, o que retira a capacidade de garantir serviços e gerar empregos aos habitantes.
“Estamos preocupados com a falta de investidores na região, porque muitos jovens, na ânsia de satisfazerem as suas necessidades, vão à sede do município ou outras localidades da província à procura de oportunidades de emprego e a comuna vai ficando desprovida da sua força activa”, lamentou.
O estado das vias secundárias, terciárias e pontes dificultam também o escoamento dos produtos do campo para a sede comunal ou para outros centros comerciais.
 Segundo o administrador, muitos produtos dos camponeses acabam por deteriorar-se nos campos de cultivo, o que redunda em grandes prejuízos.

Saúde e educação

Os sectores da Saúde e da Educação na comuna passam por dificuldades. Quissanje tem quatro postos de saúde e sete enfermeiros,o que está longe de satisfazer a procura. No sector da Educação estão em funcionamento oito escolas, das quais duas definitivas e uma sala anexa do I e II ciclos. Estão a leccionar na comuna 139 professores.
A sede da comuna de  Quissanje distaa 25 quilómetros da sede do município do Ebo, tem uma superfície de 660 quilómetros quadrados e conta com uma população de 38.526 habitantes, distribuídos por 36 aldeias.

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