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Melhora a recolha e tratamento do lixo no Sumbe

Manuel Tomás | Sumbe

A recolha e tratamento de resíduos sólidos no Sumbe, Kwanza-Sul, está a melhorar substancialmente, desde que o Governo Provincial contratou, no início do ano, a empresa Engevia-construção civil e obras públicas.

Contratação de uma nova operadora de recolha e tratamento de resíduos sólidos melhora a imagem da cidade capital do Kwanza-Sul
Fotografia: Arimateia Baptista|Huíla

O coordenador da empresa no Kwanza-Sul, Marcos Alberto da Silva, disse que os trabalhos se destinam a melhorar o saneamento básico e a eliminar os focos de lixo que proliferam pela cidade, ao mesmo tempo que garantiu dispor de meios técnicos e humanos suficientes, para deixar a cidade mais limpa e agradável.
Em termos técnicos, a nova operadora de limpeza e saneamento da capital da província dispõe de três compactadores, uma máquina de recolha do lixo, uma pá mecânica, um camião basculante e outro material de suporte, entre os quais 80 baldes plásticos e 16 contentores de cinco metros cúbicos cada.
O trabalho de recolha do lixo a­brange os mercados, restaurantes e similares, bairros periféricos, armazéns e outros locais, onde foram distribuídos contentores e recipientes apropriados para a colocação dos resíduos.
Quanto ao lixo hospitalar, pela sua natureza, merece um tratamento especial, razão pela qual a Administração Municipal indicou um aterro na periferia da cidade, onde é depositado e tratado para se evitar contaminações do meio ambiente. O Governo de Kwanza-Sul prevê a colocação de incineradoras em todos os hospitais da província, para o tratamento do lixo neles produzido. Marcos Alberto da Silva revelou que, com a entrada em funcionamento da sua empresa foram criados 84 novos postos de trabalho, número que pode aumentar nos próximos dias. Além do Sumbe, a Engevia também presta serviços de recolha de lixo, na cidade do Uíge, tal como nos municípios da Viana, Cacuaco e Cazenga, na província de Luanda.

Falta de professores

O chefe de repartição municipal da Educação, Rafael Fonseca, revelou que a circunscrição tem 69 escolas, das quais dez são de construção definitiva. Com mais de 64 mil alunos, os 2.149 professores que asseguram as aulas são considerados insuficientes para cobrir as comunas do Quicombo, Ngangula e Gungo.
O programa da merenda escolar está a beneficiar mais de 2.500 crianças das duas primeiras comunas e, nos próximos tempos, vai abranger as do Gungo. Esta última localidade não foi contemplada na primeira fase por culpa das chuvas , que tornaram intransitável a via, que liga o Sumbe ao Gungo, impedindo os fornecedores da merenda escolar de se deslocarem à localidade.
O ensino superior está representado pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), da Universidade Katyavala Bwila, do Instituto Superior Politécnico do Kwanza-Sul e pelo Instituto Nacional de Petróleos.
A par destas instituições, a municipalidade dispõe de escolas de formação média de professores e politécnica, um centro profissional do Quacra, entre outras de diferentes subsistemas de ensino.
No domínio da Saúde, conta com os serviços do hospital provincial 17 de Setembro, outro municipal e de diferentes centros e postos de saúde, construídos em diversos bairros da cidade, o que tem contribuído para um melhor atendimento à população.

Rede hoteleira e banca

A rede hoteleira está a aumentar, com a construção de mais unidades, que vão juntar-se às já existentes, assim como às hospedarias e pensões. Também se está a verificar um aumento considerável de estabelecimentos comerciais, onde despontam lojas de bens alimentares, industriais, vestuário, acessórios para viaturas, motociclos e de materiais de construção civil.
Na cidade do Sumbe, funcionam ainda oito agências bancárias, o que permitiu a instalação, há algum tempo, do sistema Multicaixa.

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