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Menos óbitos materno-infantis na província

Casimiro José | Sumbe

A mortalidade materno-infantil no Cuanza Sul reduziu consideravelmente nos últimos tempos, com a implementação do Programa de Mobilização Social, disse ontem ao Jornal de Angola a chefe de departamento provincial da Saúde Pública e Controlo de Endemias.

Mães informadas sobre a importância das consultas durante o período de gravidez
Fotografia: Nicolau Vasco

Maria Lussinga afirmou que a implementação do Programa “Água para Todos” é determinante para a melhoria da saúde das comunidades, sobretudo  as das zonas rurais, que deixaram de consumir a dos rios.
A responsável referiu que com a campanhas de esclarecimento, realizadas no âmbito do programa dos cuidados primários de saúde, as pessoas estão melhor informadas sobre a importância da prevenção das doenças e que por isso desenvolvem campanhas de limpeza e têm mais cuidado com alimentos e água que consomem.
A responsável declarou que os menos casos de auto-medicação, “das causas da progressão das doenças negligenciadas” , o acesso voluntário das mulheres às consultas pré-natais, bem como o acompanhamento e partos seguros, contribuíram também para a redução da mortalidade na província.
Maria Lussinga disse que a shistosomiase está a ser erradicada no Cuanza Sul e que nos municípios do Seles e Libolo, onde se chegavam a registar diariamente entre 40 e 50 casos, a situação está controlada.
 A responsável garantiu que no primeiro trimestre deste ano não foi registado nenhum caso, o que se deve”ao esforço das autoridades sanitária e à melhoria do abastecimento de água potável”.
No Cuanza Sul há em desenvolvimento 14 Programas divididos em duas acções, a primeira das quais ligada aos cuidados primários de saúde.
 Esta secção inclui os programas de saúde reprodutiva, da criança, nutrição, imunização, água e saneamento, medicamentos essenciais e mobilização social.
A segunda refere-se aos programas de higiene epidemiológica, que inclui os programas de luta contra a malária, tuberculose, lepra, Sida, cegueira dos rios e vigilância epidemiológica. Maria Lussinga acentuou  que,” apesar dos vários condicionalismo, o trabalho desenvolvido responde à preocupações dos pacientes”, mas que  mesmo assim no primeiro trimestre se registaram 4.715 casos de malnutrição, 17 resultaram em óbito.
 Quanto ao programa de combate à tuberculose, a província registou  entre o segundo trimestre 2014 e o primeiro deste ano 425 casos, 213 dos quais foram curados. Alguns doentes abandonaram o tratamento, mas não houve mortes.
A lepra ainda é um problema na província. No primeiro trimestre deste ano foram registados 33 casos em cinco municípios.
Em relação à raiva, nos primeiros três  meses deste ano houve 746 vítimas de mordeduras de animais, duas das quais morreram por terem recorrido tarde ao tratamento.

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