Províncias

Merenda escolar reduz abandono

Manuel Tomás| Libolo

Mais de 2.500 crianças do município do Libolo, no Kwanza-Sul, beneficiam do programa de merenda escolar, que tem contribuído para um melhor aproveitamento escolar e para evitar o abandono escolar, sobretudo no ensino primário.

Distribuição de alimentos contribui para melhor aprendizagem
Fotografia: JA

O chefe de repartição municipal de Educação em exercício no Libolo, Martinho Lucas, disse que este programa contempla crianças vulneráveis do ensino primário regular, na faixa etária compreendida entre os 5 e os 11 anos, seleccionadas de acordo com a sua condição social.
Martinho Lucas, que também é responsável pela área administrativa e recursos humanos, disse que neste ano lectivo frequentam aulas, em todos os subsistemas de ensino, mais de 17.534 alunos, dos quais 14.777 no ensino primário, 2.134 no primeiro ciclo e 623 no segundo ciclo e médio técnico.
O município tem 522 docentes inseridos em todos os graus de ensino, número que o responsável considerou insuficiente para cobrir a extensão do município, que tem mais de cinco mil alunos fora do sistema do ensino, por falta de espaços educativos e docentes.
A rede escolar é constituída por 16 estabelecimentos de ensino, das quais 12 do ensino primário, dois do primeiro ciclo, igual número no ensino médio, outro do segundo ciclo geral e um de formação de professores, na especialidade do magistério primário.

Falta de professores


Martinho Domingos garantiu que para uma boa cobertura, o Libolo necessita de, pelo menos, 36 professores para o primeiro ciclo, 86 para o ensino primário e 20 para o segundo ciclo e ensino médio, além do pessoal administrativo.
Relativamente ao ensino de adultos, sublinhou que ele funciona no primeiro e segundo ciclos, assim como no plano de alfabetização e aceleração escolar. Também existe o grupo dos módulos, que abrange alunos matriculados nas 5ª e 6ª classe que estejam atrasados no aproveitamento escolar.
Na localidade também há falta de escolas para o ensino primário e primeiro ciclo.
O responsável disse ser necessário construir uma escola de raiz para o segundo ciclo, visto que o Puniv funciona nas instalações da igreja católica.
Uma outra preocupação apresentada tem a ver com a necessidade da instalação de um núcleo do ensino superior para evitar que os alunos que concluam o ensino médio tenham de se deslocar para outras regiões, com o objectivo de dar continuidade aos seus estudos.

Tempo

Multimédia