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Microcrédito beneficia centenas de jovens

Manuel Tomás | Sumbe

Jovens empreendedores do município do Sumbe, província do Kwanza-Sul, depois de serem submetidos a uma acção formativa de gestão de pequenos negócios beneficiaram do programa de concessão do microcrédito do empreendedorismo na comunidade.

O empreendedor é alguém versátil com espírito criativo e capaz de desenvolver uma actividade geradora de rendimentos e de emprego
Fotografia: Fernando Camilo

Jovens empreendedores do município do Sumbe, província do Kwanza-Sul, depois de serem submetidos a uma acção formativa de gestão de pequenos negócios beneficiaram do programa de concessão do microcrédito do empreendedorismo na comunidade.
Este programa, que beneficiou 246 jovens, inclui a atribuição de crédito” Sol Amigo”, tutelado pelo Ministério do Emprego e Segurança Social (MAPESS), através do Banco Sol, cujo valor cedido a cada beneficiário atinge os cinco mil dólares, podendo aumentar se houver uma evolução positiva do negócio junto das comunidades.
O programa de concessão do microcrédito ao empreendedorismo na comunidade, desde o seu início em 2008, contemplou em todo o país um universo de 8 mil e 320 beneficiários.

Beneficiários do programa

O beneficiário Valentino André, ligado ao ramo da construção civil, visivelmente satisfeito, disse que com este valor vai ampliar o seu negócio para o tornar mais rentável e criar mais postos de trabalho assim como para transmitir experiência aos demais colegas, contribuindo para o Programa de Combate à Pobreza.
Albertina Augusta, por seu lado, louvou a iniciativa do Executivo e espera que esta acção seja extensiva a mais empreendedores das restantes circunscrições da província.
Estando actualmente desempregada, mas inserida no mercado informal, Albertina Augusta disse que “este dinheiro já me possibilita acrescentar nas pequenas poupanças a fim de alargar o leque de mercadorias para a sua comercialização na minha bancada no mercado do Chingo”. Matias Adriano disse que está satisfeito com o lançamento do programa de concessão do crédito do empreendedorismo na comunidade e considerou-o como uma mola impulsionadora para gerar emprego e sustentar as micro ou pequenas empresas.
O beneficiário que é proprietário de um posto de venda de medicamentos e uma cantina, referiu que “o valor recebido vai ser empregue no sentido de melhorar o atendimento dos clientes e ampliar as infra-estruturas”.O programa, disse, vai contribuir para a redução da delinquência juvenil, miséria, desemprego e outras práticas delituosas, por isso, louvou o Executivo a prosseguir com iniciativas do género.

Empreendedorismo


O programa de empreendedorismo na comunidade nasceu de uma orientação do Chefe do Executivo angolano, José Eduardo dos Santos, principiou em 2008 e está totalmente implantado nas províncias, decorrendo em parceria com os bancos comerciais Sol, BAI micro- finanças e BCI.Visa disseminar a cultura do empreendedorismo, através de acções de formação, de modo a permitir que os empreendedores possam identificar e implementar oportunidades de negócios geradoras de rendimento e proporcionar ofertas de bens e serviços às comunidades.
O director de Incubadoras de Empresas de Luanda, Jacinto Ferreira Domingos, que presidiu o acto, disse que o MAPESS, a par das acções de formação profissional, está desde Agosto de 2008 a desenvolver um programa de empreendedorismo na comunidade.
O responsável deu a conhecer que o mesmo programa comporta a componente de formação profissional, onde os empreendedores aprendem noções inerentes à reconstrução nacional e à formação empresarial, considerada a mais importante.
 O director de Incubadoras de Empresas de Luanda explicou que a introdução da componente da concessão de microcrédito se deveu ao facto de na maior parte dos casos, em condições normais, os pequenos empreendedores terem sido incapazes de obter créditos junto de agências bancárias, visto que os bancos exigem a apresentação de garantias, traduzidas em bens, recursos financeiros ou avalista.
O MAPESS, para o caso, estabeleceu um convénio com vários bancos e no Sumbe fê-lo com o Banco Sol que, permitiu a abertura de um produto denominado “Sol Amigo”, programa de crédito, cujo montante vai cem mil a 500 mil kwanzas.
Jacinto Ferreira Domingos encorajou os empreendedores a aplicar da melhor forma os recursos e conhecimentos adquiridos para a prática dos seus negócios.

Administração do Sumbe

A administradora municipal adjunta do Sumbe, Elsa Sara Lialunga, agradeceu ao conselho da administração do Banco Sol e ao Ministério da Administração Pública e Segurança Social a implantação deste programa porque, segundo considerou, “vai permitir a inserção de mais empreendedores no mercado do emprego, criar postos de trabalho e serviços, assim como contribuir no combate à pobreza”.
“O empreendedor é alguém versátil dotado de habilidades, capacidades, espírito criativo capaz de iniciar e desenvolver uma actividade geradora de rendimentos, criando para si e terceiros oportunidades de inserção na vida profissional e laboral”, esclareceu a responsável.

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