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Milhares de cereais em cultivo na Quibala

A partir de 2017, o projecto agrícola “Terra do Futuro”, localizado no município da Quibala, Kwanza-Sul, prevê atingir uma produção de cerca de 97 mil toneladas de cereais por ano, quando estiverem em plena produção as 60 fazendas que o integram.

Até ao primeiro trimestre do próximo ano os agricultores da Quibala vão colocar no mercado grandes quantidades de bens alimentares
Fotografia: Jornal de Angola

O director técnico do projecto disse que actualmente estão em produção nove fazendas com 250 hectares cada e até ao primeiro trimestre de 2014 outras 17 começam também a produzir. “Há um total de 26 jovens fazendeiros que vão trabalhar na campanha agrícola 2013/2014. Hoje, gerir uma fazenda de 250 hectares requer o seu tempo e a nível de infra-estruturas estamos a responder à ansiedade dos 17 fazendeiros que já trabalham no projecto. A nossa meta é termos em 2017 as 60 fazendas em produção”, referiu Edgar Samakumbe.
Quanto à tipologia dos cultivos, avança, a produção de grãos é uma prioridade. “O projecto tem como foco a cultura cerealífera. Nós vamos trabalhar com grãos e cereais, nomeadamente milho, feijão, soja e arroz. Mas estão a decorrer ensaios relativamente à adaptabilidade de outros cereais”, acrescentou o director técnico.
Sobre o cumprimento das metas dos agricultores, Edgar Samakumba garante que os riscos de falhar são mínimos, uma vez que estão a ser feitos estudos constantes no sentido de adequar o projecto às adversidades com que se depara.
Edgar Samakumba referiu que está em curso um esforço de reajustamento do projecto, que inicialmente foi concebido para uma agricultura de sequeiro, que acarreta muitos riscos. “Hoje, pelos estudos constantes e pelo acompanhamento afincado do BDA, na qualidade de banco financiador, que permitiram uma reavaliação e um novo enquadramento, voltamos agora para uma agricultura de precisão”, diz o responsável. O projecto “Terra do Futuro” é uma iniciativa privada voltada para a geração de novos empresários agrícolas, através da capacitação permanente e da colocação à sua disposição de uma estrutura agro-técnica e administrativa de apoio.  O modelo de negócio do projecto começa com a selecção de jovens com idade inferior a 35 anos, com cursos médios ou superiores em Agronomia, Gestão e matérias conexas. Esses jovens, durante seis meses, são sujeitos à especialização e capacitação em gestão integrada das fazendas. 
“As formações não param. Depois do período inicial de seis meses eles têm contacto com outras matérias, com maior destaque para a vida prática nas suas fazendas”, refere Edgar Samakumba. Como promotor, o projecto “Terra do Futuro”, que garante toda a assistência técnica necessária, administra 20 mil hectares parcelados em 60 fazendas de 250 hectares que comportaram estruturas habitacionais e de apoio técnico.
Os jovens têm ainda direito a uma carrinha do tipo “pic up”, um tractor e respectivas alfaias e sementes. O  projecto é financiado em 90 por cento pelo BDA. Os outros dez por cento correspondem ao investimento dos promotores. O período de reembolso é de dez anos.

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