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Ministério da Família pede apoio a projectos

Casimiro José | Sumbe

A chefe da secção municipal do Seles da Família e Promoção da Mulher, Júlia Dendo Cavambi, lançou ontem um veemente apelo às instituições públicas, ONG nacionais e estrangeiras e igrejas no sentido de apoiarem os projectos direccionados para as mulheres, para o combate à fome e à pobreza.

Chefe municipal da Promoção da Mulher
Fotografia: Casimiro José

A chefe da secção municipal do Seles da Família e Promoção da Mulher, Júlia Dendo Cavambi, lançou ontem um veemente apelo às instituições públicas, ONG nacionais e estrangeiras e igrejas no sentido de apoiarem os projectos direccionados para as mulheres, para o combate à fome e à pobreza.
Juliana Cavambi afirmou que a falta de apoio em meios materiais e financeiros origina dificuldades no arranque das cooperativas e outras associações criadas no seio da camada feminina, assinalando que muitas das cooperativas criadas precisam apenas de impulso para depois caminharem sozinhas. Acrescentou que o apoio às primeiras cooperativas vai motivar as comunidades a aderirem ou a serem criadas outras associações. “O micro-crédito concedido no passado pela Unaca teve sucesso e superou as expectativas”, congratulou-se.
 Os apoios no meio rural devem ser feitos nas diferentes componentes, considerou Juliana Cavana, para que os resultados estejam interligados numa cadeia de acções conjuntas para o mesmo fim. “Ao solicitarmos apoio, sempre tivemos a visão de os potenciais credores canalizarem apoios por especificidade sectorial, devendo abranger produtores como fertilizantes, sementes melhoradas e instrumentos de trabalho, enquanto outros sejam feitos aos que exercem actividades de processamento e comercialização dos produtos nos mercados solidários”, frisou.
A falta de balcões de instituições bancárias no município e a degradação de vias que ligam as zonas produtoras à sede municipal constituem outras contrariedades para o apoio e operacionalidade eficiente do movimento associativo no Seles.
 O município, situado a 82 quilómetros do Sumbe, tem uma superfície de 3.101 quilómetros quadrados, com uma população calculada em 120.725 habitantes que vivem, na sua maioria, da agricultura. Administrativamente está dividida em três comunas, a de Seles (sede), a da Botera e da Amboiva, e uma área administrativa da Catanda.

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