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Mulheres de Mussende na luta pela emancipação

Casimiro José | Mussende

A administradora municipal de Mussende, Joaquina Gabriel, apelou, na localidade do Quilómetro 40, no âmbito do Março Mulher, à luta das mulheres pela sua afirmação em todos os domínios da vida social, económica e cultural.

A administradora Joaquina Gabriel pediu às mulheres do seu município para continuarem empenhadas na luta pela igualdade de género
Fotografia: Casimiro José |

A administradora municipal de Mussende, Joaquina Gabriel, apelou, na localidade do Quilómetro 40, no âmbito do Março Mulher, à luta das mulheres pela sua afirmação em todos os domínios da vida social, económica e cultural.
Para a administradora Joaquina Gabriel, só desta forma as mulheres podem contribuir no processo de transformação da sociedade angolana, rumo ao seu desenvolvimento. Disse que as conquistas alcançadas actualmente pelas mulheres são o resultado do acto protagonizado, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, no dia 8 de Março do longínquo ano de 1857.
Apesar das dificuldades que as mulheres ainda enfrentam, a administradora reconheceu os esforços do Executivo na criação de oportunidades para as mulheres, com vista à ascensão aos cargos de direcção e chefia nos órgãos de soberania. “É preciso que lutemos mais e mostremos a nossa valentia para se esbaterem as desigualdades sociais que ainda pairam na sociedade angolana”, disse Joaquina Gabriel para quem os tabus da época, em que a mulher era relegada para serviços domésticos e do campo, fazem parte do passado.
A administradora disse que, actualmente, a realidade demonstra que as mulheres constituem uma força activa nas mais variadas esferas, junto os homens.

Actos de violência />
Daí ter defendido que as mulheres devem assumir um papel preponderante, não só de gerar vidas, mas também de trabalhar arduamente para transformar e desenvolver as sociedades.
A responsável municipal da Família e Promoção da Mulher, Luísa Emílio, pediu à sociedade para denunciar os actos que atentem contra a integridade física e moral das mulheres e crianças, como premissa para uma vida harmoniosa.
Luísa Emílio referiu que as formas de violência física e psicológica contra as mulheres estão a desestabilizar muitas famílias em Angola, com o surgimento de crianças desamparadas, sem educação, cujas consequências vão repercutir-se no futuro de Angola.
Luísa Emílio lamentou o facto do país estar a assistir a casos em que algumas crianças são órfãos de pais vivos, como consequência da violência doméstica e fugas sistemáticas à paternidade.
Por isso, Luísa Emílio apelou à sociedade a não tolerar as práticas de violência, denunciando os infractores para que possam ser responsabilizados criminalmente, pois, como sublinhou, “ tolerar um infractor  é o mesmo que amar a morte” e muitas mulheres já pagaram com a vida a violência doméstica.

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