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Munícipes na luta contra o analfabetismo

Carlos Bastos | Sumbe

A administração comunal do Quicombo, no município do Sumbe, vai continuar a envidar esforços para materializar as políticas de combate ao analfabetismo no seio das comunidades, assegurou ontem a sua administradora.

Esforços estão a ser feitos para materialização de políticas de combate ao analfabetismo
Fotografia: Nicolau Vasco

Angelina Jaime, que falava durante a entrega de material didáctico às igrejas sedeadas na comuna, disse que as autoridades vão prosseguir com acções que visam inserir melhorias no sector da Educação, para diminuir o número de crianças fora do sistema de ensino e acabar com o analfabetismo.
A administradora daquela comuna da província do Cuanza Norte disse ainda que a intenção é que se expanda a rede escolar a nível do subsistema de ensino geral, com uma maior aposta na formação de professores para assegurarem as aulas de alfabetização de adultos, além de mais atenção ao ensino técnico-profissional.
Entre o material didáctico doado às igrejas constam manuais do sistema “Sim eu posso”, esferográficas, lápis, cadernos, borrachas, lapiseiras, quadros e giz.
Os materiais didácticos foram entregues às igrejas Católica, Evangélica Congregacional em Angola (IECA), Assembleia de Deus Pentecostal e Torre de Rebanho, todas sedeadas na comuna. O objectivo é garantir que estas abram salas para a alfabetização. Na ocasião, foram ainda distinguidos três alfabetizadores com certificados de mérito, pelos esforços que desenvolvem para transmitir conhecimentos, assim como receberam jogos de cozinha e ventoinhas.
O coordenador dos alfabetizadores da comuna do Quicombo, José Baptista, disse que a entrega do material didáctico às igrejas vai ajudar os professores a explorar melhor as técnicas de ensino e ajudar na aceleração do combate ao analfabetismo.
O responsável local  reconheceu igualmente o esforço dos governos central e provincial na erradicação do analfabetismo, que está a dar bons resultados, desde a implementação dos programas “Sim eu posso” e “Aplica”, levados a cabo pela Associação Angolana para o Ensino de Adultos. Revelou que, desde a implementação, em Setembro de 2001, dos referidos programas na comuna, foi possível conseguir que mais de 30 dezenas de pessoas aprendessem a ler e a escrever.
José Baptista apelou para que sejam criadas políticas que visam prestar mais apoios aos alfabetizadores, numa altura em que os mesmos continuam com falta de subsídios e carência de material didáctico.
O coordenador dos alfabetizadores do Quicombo, José Baptista, solicitou das autoridades locais apoios para que se materialize a pretensão da administração de estender as aulas de alfabetização a todos os bairros da comuna, que controla cerca de 560 alfabetizados e conta com quatro facilitadores.

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