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Ngona Kungo beneficia de água potável

Casimiro José | Wako Kungo

A Associação Cristã da Mocidade (ACM) está a desenvolver, desde Janeiro, uma série de projectos relacionados com o abastecimento de água potável às comunidades rurais do município da Cela, província do Kwanza-Sul.

Populares deixam de percorrer longas distâncias e passam a acesso à água de qualidade
Fotografia: Casimiro José|Wako Kungo

A Associação Cristã da Mocidade (ACM) está a desenvolver, desde Janeiro, uma série de projectos relacionados com o abastecimento de água potável às comunidades rurais do município da Cela, província do Kwanza-Sul.
Os projectos, financiados pela Ajuda das Igrejas Norueguesas (NCA), vão custar um total de 18,6 milhões de kwanzas e beneficiar 3.096 pessoas distribuídas pelas comunidades de Ngonga Kungo, Kiondo, Liolho, Chacavela, Lussengue e Kiengo.
O representante da Associação Cristã da Mocidade no município da Cela, Nunes de Oliveira Mário, disse ao Jornal de Angola que o projecto de abastecimento de água potável às comunidades rurais foi concebido para dar resposta ao pedido das populações que atravessavam muitas dificuldades para a obterem.
“Antes da execução do projecto de abastecimento de água, as populações percorriam distâncias enormes e utilizavam um produto impróprio para consumo. Com a entrada em funcionamento de chafarizes e lavandarias, notamos a diminuição de muitas doenças de origem hídrica”, salientou.
Nunes Mário reiterou a vontade da representação da ACM no município da Cela de se juntar aos esforços da administração local na melhoria dos serviços sociais básicos no meio rural, no contexto da parceria com organizações congéneres estrangeiras e de empresas que, no quadro das suas responsabilidades sociais, apoiam a associação.
Para a gestão dos chafarizes, sistemas de captação e lavandarias, as comunidades beneficiárias constituíram Grupos de Água e Saneamento (GAS) que vão ter a responsabilidade da colecta de contribuições aos populares, para pagar a sua manutenção. De acordo com os líderes comunitários, as contribuições são voluntárias porque todos sentem a necessidade de o sistema ter uma manutenção para que ele dure mais.
 
Comunidades agradecem
 
Os habitantes das comunidades consideram que o projecto de abastecimento de água responde às suas necessidades mais elementares. O ganho mais realçado pelos beneficiários, sobretudo as mulheres, tem a ver com a proximidade aos pontos de acesso e da quantidade e qualidade de água, além da diminuição de doenças como as diarreias e febre tifóide. Elisa Vundi, moradora do bairro Chicalavela, disse ao Jornal de Angola que antes da construção do chafariz e da lavandaria fazia um grande esforço para acarretar água do riacho, num percurso de três quilómetros. “Antes, nós, mulheres desse bairro, sofríamos muito, porque o rio está distante e o que mais nos incomodava era a lavagem da roupa. Mas a partir de hoje estamos aliviadas”, disse.
Casimiro Pedro disse estar muito contente com a construção do sistema de água na sua comunidade, porque facilitou o fabrico de adobes para erguer a sua moradia, o que antes era uma tarefa difícil.
Quem também manifestou a sua satisfação foi a moradora do bairro Gonga, Rufina Natengue. “Não tenho palavras.
O nosso grito de socorro foi ouvido pelos parceiros do governo. Agora, só nos resta cuidar desses bens para que durem muito tempo”, salientou.

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