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Novas infra-estruturas sociais na comuna do Lonhe

Casimiro José | Quibala

Na comuna do Lonhe, a 75 quilómetros da Quibala, autoridades e população encaram com optimismo os sinais de desenvolvimento que a região está a viver.

Os serviços básicos essenciais à população funcionavam em espaços sem o mínimo de condições mas com a construção de infra-estruturas agora tudo se alterou para melhor
Fotografia: Casimiro José

Na comuna do Lonhe, a 75 quilómetros da Quibala, autoridades e população encaram com optimismo os sinais de desenvolvimento que a região está a viver.
Várias obras de impacto social e económico estão a ser feitas, mudando por completo a imagem do passado e devolvendo a esperança aos filhos da terra de dias melhores.   
As acções em curso, enquadradas no Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, bem como dos cuidados primários, relançam a comuna para o caminho do desenvolvimento.
As populações da comuna do Lonhe, que num passado recente viviam dificuldades de vária ordem, vêem agora facilitada a sua vida. Os serviços básicos estão mais próximos dos cidadãos.
Os alunos já não se sentam em latas para assistir às aulas e já não estudam debaixo das árvores ou em capelas. O governo provincial construiu escolas devidamente apetrechadas, o que permitiu o enquadramento de mais crianças no sistema de ensino.
O administrador da comuna do Lonhe, António Kiteque, considerou que os avanços registados nos últimos tempos são fruto da aposta do Executivo na melhoria das condições sociais das populações, pelo que tudo o que está a ser feito representa a materialização do compromisso no sentido da resolução dos problemas que o povo  enfrenta.
“Estamos alegres, porque o impacto das acções executadas até aqui responderam às reais necessidades das nossas populações, mas ainda existem outras em curso que vão mudar a imagem por completo desta localidade. Pretendemos transformar esta região, para que os seus filhos se sintam orgulhosos”, disse.

  Serviços de qualidade


Os serviços básicos essenciais à população funcionavam em espaços sem o mínimo de condições, mas com a construção de várias infra-estruturas, tudo se alterou de forma positiva e as condições de trabalho melhoraram de forma considerável, passando a prestar-se um serviço com qualidade.
A comuna do Lonhe ganhou uma nova sede administrativa, construída de raiz, no quadro do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, seis escolas do ensino primário de carácter definitivo, oito residências para acomodar os quadros locais e três postos de saúde.
O governo também instalou a rede de iluminação pública, que é alimentada por energia solar, e o sistema de água.
 Outro empreendimento foi a construção de um posto policial e o sistema de comunicação do tipo “Infrasat”. Residências para quadros  da administração comunal e uma conduta para abastecer de água os bairros Santo Anjo, Dondeiro, Ulumbo e Esperança estão também em construção.
O projecto contempla ainda a construção de oito chafarizes, beneficiando mais de três mil habitantes.Outra aposta da administração comunal do Lonhe é o aumento de casas e de estabelecimentos sociais, no quadro do programa do Executivo de acção imediata, com a construção de casas evolutivas.
 
Saúde e Educação


Os sectores da Saúde e da Educação são os  que mais crescem. A comuna conta com três postos de saúde, assegurados por seis enfermeiros. A comuna do Lonhe conta com seis escolas definitivas e outras de construção provisória, que permitem o ingresso de 1.025 alunos, da iniciação à 7ª classe, com 28 professores a assegurar o ensino.
O número de professores e de escolas não corresponde ainda às necessidades, pelo que estão fora do sistema normal do ensino 354 crianças. António Kiteque considerou que se deve fazer a reparação da via que liga a comuna à sede do município, cujo estado actual está a dificultar o escoamento dos produtos para os maiores mercados da província e do país.

Sinal da TPA

Outra preocupação manifestada pelas autoridades tem a ver com a falta do sinal da Televisão Pública de Angola (TPA) e de uma operadora móvel para facilitar as comunicações. A comuna do Lonhe é potencialmente agro-pecuária, possuindo terras férteis para o cultivo do milho, feijão, ginguba, mandioca e batata.

Fazendas agrícola


As autoridades administrativas da comuna estão preocupadas com o  fraco dinamismo dos detentores de fazendas agrícolas. Prova disso é que das 52 fazendas existentes, apenas 11 funcionam e a meio gás, longe de gerarem emprego aos habitantes da região. O comércio carece de mais operadores, pois estão a funcionar apenas algumas cantinas, que fornecem bens de primeira necessidade às populações.

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