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Operadoras precisam de peças e acessórios

Victor Pedro | Sumbe

As empresas de transportes públicos e de prestação de serviços, como a Cooperauto, Soegt, Tecul e Coopacvep.

Muitos autocarros distribuídos às empresas de transportes públicos do Cuanza Sul estão paralisados por falta de peças sobressalentes
Fotografia: Victor Pedro | Sumbe

Manifestaram-se preocupadas com a escassez de acessórios para garantir a manutenção e o bom funcionamento das viaturas que transportam pessoas e mercadorias na província do Cuanza Sul.
Carlos Alberto Júnior, da empresa Soegect, disse sexta-feira ao Jornal de Angola, no Sumbe, que além da falta de acessórios, que é uma das principais dificuldades para as transportadoras licenciadas, a concorrência desleal faz baixar o rendimento.
"Pessoas particulares colocam os seus carros ao serviço de transportes públicos. Além de não estarem aptas, arriscam vidas de pessoas que pretendem deslocar-se e inviabilizam os rendimentos às empresas credenciadas", denunciou o responsável da transportadora Cooperauto.
As entidades competentes, sobretudo a Polícia de Viação e Trânsito, as Finanças e a Direcção dos Transportes devem começar a actuar com medidas mais severas, punindo aqueles que insistirem na fuga ao fisco.
A Cooperauto é uma operadora de transporte criada no âmbito do fomento do sector no país, em 2009. Foi contemplada com 50 autocarros, dos quais 30 actuam nas vias interprovinciais entre Sumbe, Luanda, Benguela, Huambo e Bié, como taxas que vão dos 1.300 a quatro mil kwanzas. Os outros 20 mini autocarros actuam nas vias intermunicipais que ligam o Sumbe aos municípios do Amboim, Quibala, Cassongue, Mussende e Libolo, com uma taxa que varia entre 500 a 2.300 kwanzas.
Jorge Carlos, director-geral da Soegt, outra operadora de transportes na província do Cuanza Sul, sublinhou que para mudar o actual quadro de desordem, é necessário indicar as linhas onde as operadoras devem actuar, sendo extensivo para aqueles que têm meios próprios a cumprirem as suas responsabilidades, de forma a contribuírem para o aumento das receitas nos cofres do Estado.
A operadora Soegt surgiu em 2009, no âmbito do fomento do sector dos Transportes a nível do país, sendo contemplada na altura com 50 autocarros de grande e médio porte, que exercem actividades interprovinciais e municipais.
Os problemas afectam também a operadora Coopacvep, que pertence à Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), que possui quatro viaturas desde 2012 e exerce actividades intermunicipais.

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